Categories: Agricultura

Milho pipoca: Produção deve chegar a 161 mil toneladas

Área de milho pipoca deve ser 20 mil hectares menor em MT nesta safra. Em 2015, devem ser cultivados 36 mil hectares com o grão.

A área de pipoca em Mato Grosso diminuiu 20 mil hectares nesta safra, passando de 56 mil hectares em 2014 para 36 mil hectares em 2015, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Ibge). A produção esperada para este ano é de 161 mil toneladas, diante das 255 mil toneladas produzidas no ano passado. Um dos motivos é que no ano passado, a expectativa de maior consumo de pipoca durante a Copa do Mundo animou até mesmo agricultores que não cultivavam o grão.

Publicidade

Em uma propriedade em Campo Novo do Parecis, a 397 quilômetros de Cuiabá, o produtor Sérgio Stefanello já começou a colher o milho pipoca. O milho colhido este ano vai dividir espaço com 2 mil toneladas do grão produzido na safra do ano passado no silo com capacidade para 60 toneladas.

Segundo Stefanello, em 2014, a produção de pipoca foi praticamente o dobro do que o país conseguiu absorver. Com um cenário em que a oferta é maior que a demanda, os preços logo sentem. A saca de 60 quilos do milho pipoca negociada por Stefanello caiu quase R$ 4 em um ano e hoje ele vende a R$ 30. “Nós viemos de um ano muito bom de preços em 2013, aliado ao mito de que na Copa do Mundo se consome muita pipoca, muita gente que nunca teve tradição do plantio de pipoca plantou uma área significativa”, conta.

Roberto Luiz Chioquetta também é produtor de milho pipoca no município e já começou a colher os 260 hectares de uma área que está menos que a do ano anterior. “O mercado está bastante saturado e a pipoca, por ser um material restrito praticamente, causou esse acúmulo de produto no mercado e é normal que se diminua a área plantada”, comenta.

Um dos problemas enfrentados durante o ciclo foram as doenças que apareceram no período de maior umidade, como a feosféria. Esta doença aparece por meio de manchas nas folhas do milho e pode reduzir o rendimento dos grãos, o que aumentam os gastos para que manter a qualidade da lavoura.

Chioquetta lembra que este ano foi bom porque choveu bastante, mas que a chuva acabou custando mais caro porque teve que fazer uma aplicação a mais de fungicida na lavoura para conter as pragas do milho. “O mês de março e abril choveu além dos outros anos, choveu mais. Então, isso manteve com excesso de umidade e excesso de doenças também”, diz.

Em outra fazenda, as máquinas vão para o campo nesta semana e Antônio Guzatti espera colher 80 sacas por hectare. A preocupação do produtor é de que o vento que aumenta nesta época do ano cause prejuízo derrubando os pés de milho. “Geralmente nessa época do ano, da colheita, tem muito vento e tem derrubado o milho pipoca e estamos preocupados com a qualidade do grão”, afirma.

Isso porque, como se trata de um produto que vai para o consumo humano, os cuidados com a retirada precisam ser redobrados. A plataforma fica no máximo de 15 a 20 centímetros acima do solo para não misturar o grão com a terra. “Além de perder a qualidade do grão, se tem uma perda na produtividade também, porque ela cai e a colheitadeira não consegue pegar todos os pés”, explica o produtor.

Fonte: G1 MT.

Equipe Agron

Published by
Equipe Agron

Recent Posts

Feijão carioca em alta: Preços disparam com falta de grãos

O feijão carioca em alta domina o mercado com valorizações expressivas. Entenda como a transição…

4 horas ago

Safrinha de Milho: Alerta de estiagem ameaça 20% da produção

O mercado liga o sinal de alerta para a safrinha de milho com previsões de…

4 horas ago

“Fazenda de Starlink” na Amazônia: Inovação ou risco legal?

A conectividade rural ganha novo fôlego com a "Fazenda de Starlink" na Amazônia. Entenda como…

4 horas ago

Carne de jumento: O novo mercado que avança na Argentina

A carne de jumento ganha força na Argentina com alta demanda e apoio sanitário. Descubra…

5 horas ago

El Niño em 2026: A reviravolta climática que ninguém esperava

As chances de formação do El Niño em 2026 superam 90% no segundo semestre. Veja…

5 horas ago

O que está por trás da alta de 63% nos preços dos fertilizantes?

Os preços dos fertilizantes subiram até 63% com conflitos globais, piorando a relação de troca.…

5 horas ago

This website uses cookies.