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Aumento do uso da soja na produção do biodiesel

Indústria aumenta uso da soja e reduz o sebo na produção do biodiesel.

Mudança é reflexo da alteração na legislação que determina a mistura do biocombustível ao diesel, da redução de abates bovinos e da safra recorde.

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O aumento da mistura do biodiesel ao diesel de 5% para 7% tem levado as indústrias do setor a alterar a proporção das matrizes usadas na fabricação do biocombustível.

Para cumprir a nova legislação e ampliar a oferta do biodiesel no país este ano, as empresas estão processando mais soja e menos sebo bovino, ou gordura animal, como também é chamado o produto, segunda principal matéria-prima para a fabricação do combustível renovável. “Antes da alteração na mistura, usávamos 70% de óleo e 30% de sebo na fabricação. Hoje a proporção está em 80% e 20%”, afirma o presidente da BSBios, Erasmo Battistella. A empresa é a terceira maior produtora nacional de biodiesel.

Em 2015, o setor espera produzir 4,4 bilhões de litros, se confirmado, o crescimento será de cerca de 30%. O volume deve ser gerado a partir do esmagamento de 18 milhões de toneladas de soja. No ano passado, a produção brasileira registrou recorde com a comercialização de 3,46 bilhões de litros do produto.

A oferta excedente do sebo usado na produção de biodiesel está totalmente comprometida, explica o diretor superintendente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil, Julio Minelli. “Não está faltando sebo”, garante ele. “Mas, como teremos aumento da produção do biocombustível e neste momento há uma limitação na oferta de animais para abate, se usa menos sebo e mais soja, que está sobrando”, lembra.

Somente no último trimestre de 2014, o abate de boi foi 4,1% menor em relação ao mesmo período de 2013, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado do ano passado, a redução foi de 1,3%.

Por outro lado, a produção brasileira de grãos alcança mais um recorde nesta temporada, puxada pela soja. A colheita da oleaginosa, que está na reta final, deve somar mais de 94 milhões de toneladas na atual temporada, conforme levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Apesar de a oferta maior, o dólar sustenta os preços pagos aos produtores no mercado interno. A saca de 60 quilos do produto tem sido negociada a pouco mais de R$ 60 nas principais praças brasileiras, incluindo as regiões onde estão instaladas as usinas do biodiesel. O preço do quilo do grão ainda é mais baixo em relação ao sebo, que está saindo por R$ 2 o quilo, conforme Battistella.

Fonte: Globo Rural.

Equipe Agron

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