Chuvas atrasam colheita da soja e comprometem campos de sementes na Bahia.
Umidade já comprometeu área equivalente a 500 mil sacas de sementes de soja no oeste do Estado.
Chuvas diárias estão atrasando significativamente a colheita da soja e comprometendo a oferta de sementes do produto no Oeste baiano. A região, que nesta época do ano passado já tinha concluído os trabalhos de retirada do grão das lavouras, ainda tem cerca de um terço da área ocupada pela oleaginosa por colher, segundo a Aiba, entidade que representa os produtores locais. Além disso, a umidade já comprometeu área equivalente a 500 mil sacas de sementes de soja. A estimativa é do presidente da Associação dos Produtores de Sementes do Oeste da Bahia (Aprosem), Celito Missio. Como ainda há boa parte do terreno a ser colhido, o volume comprometido pode ser maior, disse ele em entrevista à Globo Rural.
Apesar da perspectiva de menor produção de sementes, Missio garante que o volume disponibilizado será suficiente para atender a demanda do Oeste baiano, que planta 1,4 milhão de hectares de soja. Os estados que normalmente importam cultivares da região, no entanto, terão de buscar cultivares em outras fontes. Tocantins, Maranhão, Piauí, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul compõem a lista de clientes dos sementeiros baianos. “As áreas de sementes do Tocantins estão bem, então acredito que podem compensar o problema aqui na Bahia e garantir o abastecimento nesses estados”, diz Missio.
]Em anos de clima regular, a oferta de sementes no Oeste baiano fica em torno de 3 milhões de sacas, segundo a Aprosem. O volume de chuvas deste ano ficou dentro o normal, o problema foi a frequência das precipitações. “Em vez de as máquinas colherem dez horas por dia, colhem duas ou três horas. Chove diariamente”, conta o agricultor e vice-presidente da Aiba, Odacil Ranze.
Apesar dos problemas na hora da colheita, os produtores comemoram os resultados. Nas últimas três safras, a produtividade média das lavouras de soja ficaram abaixo das 50 sacas por hectare, índice que está sendo retomado nesta temporada. No ciclo passado, os rendimentos médios ficaram em pouco mais de 42 sacas por hectare, conforme levantamento da Aiba.
A frustração de resultados não impediu nova expansão da área ocupada pela soja no Oeste. No último ano, o terreno cresceu 11,5%, para 1,42 milhão de hectares, contra 1,27 milhão cultivados na safra 2013/14. Para a safra 2015/16, que começa oficialmente em junho no Brasil, o setor produtivo baiano prevê novo aumento do plantio, com a recuperação de áreas de pastagens degradadas.
Por: CASSIANO RIBEIRO, DE LUIS EDUARDO MAGALHÃES (BA).
Fonte: Globo Rural.
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