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Colheita da soja gaúcha avança e atinge 65% da área

O ritmo dos trabalhos está bem adiantado em relação à safra passada.

A colheita avançou em ritmo muito acelerado nesta semana no Rio Grande do Sul, impulsionado pelo clima quente e seco. No relatório semanal de conjuntura, divulgado nesta quinta-feira (9/4), os técnicos do serviço gaúcho de extensão rural e assistência técnica (Emater/RS) observam que em função da baixa umidade do ar e do solo, o período diário de colheita em condições favoráveis foi ampliado, o que deu mais efetividade aos trabalhos.

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Segundo a Emater, a colheita avançou 25 pontos percentuais nesta semana e atingiu 65% da área cultivada. Em igual período do ano passado 57% da área havia sido colhida. A média histórica para esta época do ano é de 50%.   Os técnicos relatam que as lavouras nesta semana apresentaram maturação mais uniforme do que no início da colheita, o que proporcionou maior velocidade no trabalho e grãos de melhor qualidade.

Entretanto, os técnicos notam que “a rápida perda de umidade verificada recentemente tem causado, em alguns casos, pequenas perdas por debulha na plataforma de corte”. Por isso, dizem eles, as produtividades obtidas apresentam grande amplitude, variando de 30 sacas a 70 sacas por hectare, num mesmo município. A Emater/RS prevê que a média estadual deve ficar dentro das expectativas, que apontam para uma produtividade próxima dos 50 sacas por hectare.

Em relação ao preço da soja, os técnicos comentam que “mais por questões de câmbio do que por qualquer outro motivo, o preço médio da saca de 60 kg teve recuo de 1,5% no período, sendo pagos ao produtor R$ 62,97, valor 14,4% acima da média para o mês de abril”.

Milho surpeende

No caso do milho a colheita avançou sete pontos percentuais nesta semana e atingiu 77% da área cultivada. A colheita está avançada em relação ao ano passado (13 pontos) e à média histórica (20 pontos). Segundo os técnicos, “as produtividades têm surpreendido positivamente em muitos casos. Os produtores estão colhendo quantidades acima do esperado, tendo em vista os problemas enfrentados com o clima em determinados momentos (déficit hídrico em dezembro e altas temperaturas em fevereiro)”.

Os técnicos acreditam que até o final da colheita a média estadual, que agora se situa ao redor 6,3 mil kg por hecatare, seja revisada para cima. “As áreas implantadas fora do período recomendado ou mesmo sobressemeadas estão em estágio de enchimento de grãos e também apresentam muito bom aspecto visual.” Em relação aos preços, o milho ao produtor teve uma valorização de 0,25% nesta semana, para R$ 23,71 por saca. A cotação está 8,5% abaixo da média histórica para o mês de abril.

Fonte: Globo Rural.

Equipe Agron

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