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Novo vazio sanitário de soja

Com novo calendário, vazio sanitário da soja irá de maio a setembro em MT.

Restrição ao cultivo da cultura passa de 90 para 137 dias no estado.

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Término foi mantido para 15 de setembro.

 

Uma portaria conjunta entre Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea/MT) e Secretaria de Agricultura do Estado (Sedraf) estabeleceu o vazio sanitário para a cultura da soja entre 1º de maio e 15 de setembro. A medida terá efeito a partir da safra 2015/16.

 

A restrição ao cultivo e à presença de quaisquer plantas vivas terá, ao todo, 137 dias e não 150 dias, conforme proposta sugerida à Comissão de Defesa Sanitária Vegetal de Mato Grosso, durante reunião em agosto deste ano. A ampliação inicial compreendia o intervalo de 15 de abril a 15 de setembro.

 

O coordenador de Defesa Sanitária Vegetal do Indea/MT, Ronaldo Medeiros, disse ao G1 que a flexibilização na data (15 dias) ocorreu em função das características da região Nordeste mato-grossense. Ela começa a plantar mais tarde e prolonga a colheita.

 

“Para não trabalhar com dois períodos de vazio sanitário [estado e região Nordeste] analisamos e preferimos nivelar um período único e que atenderia ao estado. Se houvesse datas diferentes teríamos que ter um tratamento diferente”, explicou Medeiros.

 

A data de encerramento do vazio será mantida para 15 de setembro. Durante estes quase 140 dias não será permitida a existência de plantas vivas de soja em áreas sob sistema de irrigação, em áreas de cultivo tradicional ou qualquer outra modalidade de cultivo. As exceções ao cultivo são indicadas na Instrução Normativa publicada na edição do Diário Oficial do Estado que circula nesta quarta-feira (22).

 

O documento trata das medidas fitossanitárias para prevenção e controle da ferrugem asiática da soja no Estado de Mato Grosso.

 

A mudança no período pode diminuir a adesão ao chamado plantio de soja sobre soja, um dos fatores que motivou as discussões em torno do maior período. De acordo com a Comissão de Defesa Vegetal, duas principais preocupações motivaram a ampliação do vazio sanitário: o maior tempo de sobrevivência do esporo da ferrugem asiática no campo e o aumento do número de aplicações de fungicidas que podem tornar o fungo resistente.

 

A Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja/MT) ainda não se manifestou sobre o novo ‘calendário’ do vazio sanitário.

 

Na primeira sugestão feita em agosto ela afirmou ser contrária. À época, disse não ser o plantio da soja safrinha “o problema central” em discussão, mas sim a perda de eficiência dos produtos fitossanitários disponíveis no mercado.

 

Na última safra foram semeados cerca de 130 mil hectares com a soja na modalidade segunda safra.

 

Fonte: G1 MT.

Equipe Agron

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