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Integração aumenta a renda

Investir em sistemas integrados de produção é uma opção economicamente viável para agricultores e pecuaristas. Essa é conclusão preliminar de uma pesquisa realizada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e a Embrapa Agrosilvipastoril sobre a viabilidade financeira do sistema de integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF) em Mato Grosso. Os resultados foram apresentados no 1º Seminário de Desenvolvimento de Unidades de Referência Tecnológica e Econômica de Mato Grosso (URTEs), no auditório do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/MT), em Cuiabá, nesta quinta-feira(17).

 

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Os estudos iniciaram há 1 ano e envolveram 9 URTEs da Embrapa em Mato Grosso. Num dos exemplos apresentados durante o seminário ficou demonstrado que o lucro líquido com a implantação do iLPF numa das propriedades avaliadas chegou a R$ 2,349 mil por hectare. Mas, antes de se investir na integração, é preciso avaliar os custos de cada atividade, observa o gestor de projetos do Imea, Daniel Latorraca. Nessa análise, devem ser considerados o tipo de solo, as técnicas viáveis para a lavoura, pecuária e silvicultura, entre outros aspectos. Para isso, é recomendável recorrer à orientação de consultores e técnicos.

 

“É preciso considerar a aptidão dele na tomada da decisão”. Foi isso que fez o pecuarista Arno Schneider, pioneiro na adoção de sistemas integrados de produção em Mato Grosso. “Quando comecei, há 12 anos, fui associando a silvicultura com a pastagem e aos poucos fui expandindo a área, que hoje chega a 70 hectares ocupados com o sistema silvipastoril (SSP)”. Como investiu no plantio de teca, que leva cerca de 15 anos para o 1º ciclo de corte, ainda não obteve renda com a silvicultura. Mas, como as árvores apresentam diferentes estágios de desenvolvimento por causa da época de plantio, ele avalia que tomou a melhor decisão.

 

“É uma forma que encontrei de diversificar a renda na propriedade e não ficar dependente de uma única atividade produtiva”. Para o gestor de projetos do Imea, o pecuarista que decidir investir nos sistemas silvipastoris, por exemplo, deve avaliar os resultados a longo prazo, já que o plantio de florestas pode apresentar retorno financeiro num espaço mínimo de 7 anos, chegando a 25 anos. “É bem diferente da pecuária e lavoura, atividades nas quais ociclo é mais curto”. Além de avaliar o cenário futuro, o agropecuarista precisa analisar a escala de produção, para garantir os investimentos necessários na propriedade.

 

E, por último, estudar o nível de aptidão do solo e também do próprio produtor. O chefe-geral da Embrapa em Mato Grosso, João Flávio Veloso entende que essa ponderação sobre o prazo de retorno diferenciado de cada atividade deve ser considerado também pelos agentes financeiros, no momento de liberar o crédito para financiar a produção. Ele acrescenta que os sistemas integrados garantem resultados melhores nas regiões tropicais. Para Veloso, a indicação desses primeiros resultados de que a produção integrada é viável economicamente já é muito interessante.

 

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a iLPF promove a recuperação de áreas de pastagens degradadas e permite agregar na mesma propriedade diferentes sistemas produtivos, como os de grãos, fibras, carne, leite e agroenergia. Dessa forma, além de permitir a diversificação das atividades econômicas e minimizar os riscos de frustração de renda por eventos climáticos ou por condições de mercado, ainda reduz o uso de agroquímicos e a necessidade de abertura de novas áreas para fins agropecuários.

 

Fonte: Jornal A Gazeta/MT.

Equipe Agron

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