Produção de algodão cresce com controle antecipado de praga em MG.
Os altos preços pagos pelo algodão na safra de 2013 permitiram aos produtores mineiros investir antecipadamente no controle da lagarta Helicoverpa, praga que ameaçou a produção no ano passado. Neste ano, as aplicações de defensivos foram feitas no estágio inicial da infestação, afastando o risco de prejuízos às plantas. O resultado será o aumento de 2% na produção e de 9% na área de plantio, conforme estimativas da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).
“Além disso, as chuvas tardias de fevereiro, março e abril foram boas para o algodão. Esses fatores contribuíram para a produtividade em Minas Gerais”, afirma o diretor-executivo da Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa), Lício Pena Sairre.
Outro aspecto favorável aos cotonicultores na safra atual, que já começa a ser colhida, é o Valor Bruto da Produção (VBP), calculado a partir da multiplicação da produção estimada pela cotação média do produto. A previsão é de que o VBP fique em R$ 339 milhões.
Preços
Por outro lado, com o aumento da produção no Estado – e no Brasil, de maneira geral –, os preços do algodão vêm apresentando queda, nos últimos meses. De junho de 2013 para cá, houve recuo de 6,96% na cotação. Mas, segundo Sairre, o produtor continua sendo remunerado.
“Na safra passada, os preços foram melhores do que serão neste ano e a expectativa é de redução, por causa do aumento na produção nacional. Embora o custo produtivo permaneça alto em Minas, em função da praga, ainda acreditamos na rentabilidade dos produtores”, diz Sairre.
De acordo com ele, o equilíbrio no setor está possibilitando o desenvolvimento da produção em outras regiões mineiras, a exemplo da Norte, que tem rescido e gerado muitos empregos. Já nas regiões mais tradicionais, houve uma inversão, neste ano: o Alto Paranaíba cresceu mais do que o Noroeste mineiro”.
Mercado externo
Em relação à exportação, o diretor-executivo da Amipa adianta que será necessário enviar parte da produção para o exterior, já que o país demandará cerca de 900 mil toneladas de pluma do total de 1,5 milhão que deverá ser produzido.
“Teremos um excedente de 600 mil toneladas que precisará ser exportado. Tiramos um pouco do algodão do Brasil para que o mercado fique enxuto e não haja pressão de queda nos preços”.
Biofábrica no Triângulo Mineiro
Uma biofábrica para desenvolvimento de predadores naturais da Helicoverpa, uma das maiores ameaças à cotonicultura, está em fase final de instalação em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, para auxiliar no combate à lagarta.
A previsão é de que a unidade comece a operar no início do plantio da próxima safra, em novembro. Utilizando produtos biológicos, os produtores reduzirão a quantidade de químicos empregados nas plantações.
Fonte: Hoje em Dia. Autor: Iêva Tatiana.
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