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Infestação de pragas preocupa produtores de milho

Estudo mostra que tecnologias utilizadas tem resultado em queda de resistência na lavoura.

 

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A alta infestação de pragas nas lavouras de milho tem preocupado os produtores. As tecnologias de primeira geração para milho BT tem apresentado queda de resistência, podendo causar prejuízos caso não sejam tomadas medidas eficientes. O assunto foi discutido em um encontro realizado em Brasília, pela Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

 

O pesquisador da Fundação MS, André Lourenção, participou da reunião e falou aos participantes sobre a alta incidência de lagartas na cultura do milho BT. Para minimizar os danos, uma série de ações está em fase de estudos. De acordo com o pesquisador, a entidade está servindo de base para a tomada de decisão dos produtores em nível nacional. Uma das preocupações em relação aos transgênicos é o tamanho da área de refúgio, considerada pequena em relação a outros países.

 

“O uso de pelo menos 10% da lavoura sem a tecnologia BT poderia ajudar a diminuir a incidência de pragas nas plantações”, explica Lourenção. Para que isso seja feito, foi discutida também uma forma para que as empresas passem a disponibilizar materiais convencionais. “O produtor tem dificuldade de comprar materiais não transgênicos no mercado”, salienta. Conforme as pesquisas, os resultados apresentados com a tecnologia BT ficaram aquém do esperado.

 

Os produtores esperavam cultivares mais resistentes às pragas. O encontro contou também com explanação do pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo, Fernando Vilavicente. Com as explicações sobre o cenário atual da cultura de milho no país, esperam-se mudanças na legislação atual, principalmente no que diz respeito às áreas de refúgio.

 

No entanto, medidas podem ser tomadas para evitar agressões das pragas nas plantações. Para isso, é importante que os agricultores fiquem sempre atentos nas lavouras e apliquem defensivos logo no início da infestação, independentemente da tecnologia utilizada. “É importante que o produtor faça o acompanhamento da área e aplique os produtos na hora correta”, ressalta o pesquisador.

 

Fonte: Escrito por Redação Douranews.

Equipe Agron

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