Categories: Gente

Mulher que sofreu mutilação genital denuncia a prática

Americana que sofreu mutilação genital denuncia a prática nos EUA.

Filhas de imigrantes são enviadas para o exterior para sofrerem a mutilação, mas o governo americano reconhece que a aberração também é ilegalmente praticada nos EUA.

Publicidade

Mariya Taher, americana que sofreu mutilação genital na Índia quando tinha 7 anos de idade, denuncia que a prática também existe nos Estados Unidos. “Minha irmã sofreu isso nos EUA”, disse ela à emissora ABC News. “Eu me lembro dela chorando e que não podia vê-la. Na época eu era uma criança inocente e achava que isso acontecia com todas as mulheres e agora era a vez da minha irmã”, completou.

Temendo represálias, Mariya já tinha dado uma entrevista à mesma emissora em 2015, mas escondendo o rosto e utilizando um nome falso. Nesta quarta, ela revelou sua identidade com o objetivo de incentivar outras americanas que sofreram a mesma violência a fazer o mesmo. Hoje ela vive em Cambridge, Massachusetts, e faz parte de um grupo de estudos e ativismo que denuncia a prática da mutilação genital feminina.

Mariya afirmou que sua “operação” aconteceu em Mumbai, na Índia, quando foi levada para fazer as “férias do corte” (vacation cutting). Muitas americanas filhas de imigrantes são enviadas para o exterior para sofrerem a mutilação, mas o governo americano reconhece que a aberração também é ilegalmente praticada nos EUA. Em alguns casos, médicos realizam o procedimento em clínicas particulares a pedido dos pais. Outras vezes, a violência é praticada na casa das famílias que pagam pelo serviço.

Neste ano, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, órgão subordinado à Secretaria de Saúde dos EUA, estimou que o número de mulheres e meninas que podem ter sofrido o procedimento no passado, ou podem estar em risco de sofrer o processo no futuro, mais do que triplicou entre 2000 e 2013. A agência estimou que mais de 500.000 meninas e mulheres americanas já sofreram ou ainda podem sofrer mutilação genital.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), as mutilações genitais femininas afetam entre 100 e 140 milhões de meninas e mulheres no mundo e esta prática se estendeu nos últimos anos aos países ocidentais por causa do aumento dos fluxos migratórios. O procedimento é praticado por razões culturais ou religiosas.

Fonte: Veja Online.

Cristina Crispa

Published by
Cristina Crispa

Recent Posts

6 plantas com folhas avermelhadas que chamam atenção e valorizam a decoração

A luz da tarde atravessa a cortina leve e se espalha pela sala, revelando um…

43 minutos ago

Quando a galinha põe o ovo, um processo interno extremamente preciso entra em ação — e o resultado surpreende pela resistência da casca

O som seco do ovo encostando no ninho quase passa despercebido, mas há algo intrigante…

4 horas ago

O perigo silencioso do pulgão-do-milho nas lavouras

O pulgão-do-milho ameaça lavouras com perdas de até 60%. Saiba como identificar os sinais precoces…

13 horas ago

Melhor capim para pasto irrigado: As 3 variedades que dominam o mercado

Descubra qual o melhor capim para pasto irrigado e como transformar sua fazenda em uma…

14 horas ago

Banteng: O gado raro que pode salvar florestas da extinção

O Banteng é um dos bovinos mais raros do mundo. Descubra como este gado selvagem…

14 horas ago

Cavalo dorme deitado? A verdade que muda tudo na saúde animal

O sono dos cavalos vai além do cochilo em pé. Descubra por que o descanso…

14 horas ago

This website uses cookies.