Sistemas contínuos de sucessão, como trigo-soja ou soja-milho safrinha, tendem a provocar degradação física, química e biológica do solo, resultando em queda de produtividade, e gera condições favoráveis para o desenvolvimento de doenças, pragas e plantas daninhas. A rotação de culturas alterna, anualmente, espécies vegetais na mesma área. As vantagens são inúmeras: produção agrícola diversificada, melhoria das características físicas, químicas e biológicas do solo, controle de plantas daninhas, doenças e pragas, reposição de matéria orgânica e proteção contra a ação dos agentes climáticos no solo.
Para a obtenção de máxima eficiência, o planejamento da rotação deve considerar plantas comerciais e, sempre que possível, associar espécies que produzam grandes quantidades de biomassa e de rápido desenvolvimento, cultivadas isoladamente ou em consórcio com culturas comerciais. É necessário considerar que não basta apenas estabelecer e conduzir a melhor sequência de culturas; o agricultor deve lançar mão de tecnologias como técnicas específicas para controle de erosão, calagem, adubação, qualidade e tratamento de sementes, época e densidade de semeadura, cultivares adaptadas, controle de plantas daninhas, pragas e doenças.
FONTE: GLOBO RURAL. POR: VIVIANE TAGUCHI.
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