Cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech, na sigla em inglês) disseram, nesta quarta-feira (20), que finalmente foram encontradas “boas evidências” de um nono planeta no Sistema Solar. O “Planeta Nove”, como está sendo temporariamente chamado pelos astrônomos, teria uma massa de cerca de 10 vezes a da Terra (e 5.000 vezes a de Plutão) e levaria entre 10.000 e 20.000 anos para dar uma volta completa no Sol.
Segundo os astrônomos americanos Konstantin Batygin e Mike Brown (conhecido como o cientista que “assassinou” Plutão), responsáveis pelo estudo publicado no periódico The Astronomical Journal, o novo planeta ainda não foi observado diretamente. A descoberta foi feita com base em cálculos matemáticos e modelagem computadorizada e a visualização por telescópio deve ser confirmada em cerca de cinco anos – ou menos.
“Podíamos ficar quietos e passar os próximos cinco anos procurando nós mesmos pelos céus, esperando achar o Planeta Nove. Mas eu gostaria que alguém o encontrasse mais cedo”, disse Mike Brown. “Eu quero vê-lo. Quero ver como ele se parece. Quero entender onde ele está, e eu acho que isso vai ajudar”
Previsões – A dificuldade na tarefa ocorre porque o “Planeta Nove” estaria 20 vezes mais longe que Netuno, o oitavo planeta no Sistema Solar. Estima-se que ele esteja de 32 bilhões a 160 bilhões de quilômetros de distância da Terra. Além disso, por estar mais longe do Sol, sua visibilidade é ainda menor.
A previsão da existência do novo planeta pelos astrônomos começou em 2003, quando um objeto chamado Sedna foi co-descoberto por Brown no Cinturão de Kuiper, uma região nos confins do Sistema Solar. Esse corpo celeste e outros cinco encontrados nos anos seguintes pareciam ter órbitas tão estranhas que só poderiam ser resultado da influência de um grande astro, localizado além de Netuno. Fazendo simulações e estudos para explicar o comportamento dos corpos celestes, os astrônomos perceberam que apenas um planeta verdadeiro pode ser o responsável por aquele efeito.
“Temos uma previsão, O que nós encontramos foi uma assinatura gravitacional do Planeta Nove, escondido na periferia do Sistema Solar” disse Batygin.
Dependendo de onde o novo planeta esteja em sua órbita oval, um telescópio especial pode ser necessário para confirmar sua presença. Os pesquisadores afirmaram que os telescópios disponíveis podem detectar o planeta, caso ele esteja relativamente próximo de nós em seu caminho em torno do Sol.
Debate planetário – Brown afirma que, uma vez detectado o provável novo planeta, deve haver um debate ao estilo do que ocorreu sobre Plutão, há uma década. O astrônomo foi chamado de “assassino de Plutão”, quando ajudou a conduzir a acusação contra o “ex-planeta” que resultou no rebaixamento do seu status, em 2006, para planeta-anão.
Com um diâmetro que pode ser até quatro vezes maior que o da Terra, se confirmada sua existência, o “Planeta Nove” pode ser o quinto maior do Sistema Solar, atrás de Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.
Fonte imagem: Concepção artística divulgada pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), mostra o provável novo planeta do Sistema Solar (R. Hurt/Caltech/IPAC/Reuters)
Fonte: Veja online
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