Terra sob ataque de ET? Esfera espacial intriga ciência

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Esfera de metal vinda do espaço expele material biológico e intriga cientistas.

A ideia de uma civilização extraterrestre avançada enviar ao nosso planeta uma cápsula contendo material biológico parece pura ficção científica, certo? Pois saiba que o cenário é levado a sério por pesquisadores das universidades de Birmingham e de Sheffield, na Inglaterra, depois de uma descoberta recente e completamente extraordinária.

Ao enviar balões a uma altitude de 27 quilômetros para coletar partículas na estratosfera, o grupo de astrobiólogos acabou capturando uma minúscula esfera metálica. Para a surpresa de todos, o interior estava repleto de um líquido biológico viscoso, que possivelmente continha material genético e jorrava para fora através de um orifício. Ao que tudo indica, nunca algo parecido foi encontrado na Terra.

Os cientistas têm certeza de que a estrutura veio do espaço pois provocou um impacto considerável ao se chocar com o balão, algo que não teria ocorrido se não fosse a alta velocidade de reentrada atmosférica.

“É uma bola de diâmetro comparável ao de um cabelo humano, que tem vida filamentosa na parte externa e um material biológico espesso escorrendo de seu centro”, resumiu o líder do estudo Milton Wainwright, do Centro de Astrobiologia da Universidade de Birmingham, ao jornal britânico Express.

A equipe ficou ainda mais perplexa quando análises de raios X revelaram a composição da esfera: titânio, com traços de vanádio. Diversas hipóteses foram levantadas a respeito da origem do estranho objeto, sendo que a mais provável para os pesquisadores sugere que ele tenha chegado até a Terra por meio de um cometa. O que já é uma enorme descoberta.

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Outras possibilidades, no entanto, vão mais além. “Uma teoria é de que a esfera tenha sido enviada por alguma civilização desconhecida para continuar semeando o planeta com vida”, especula Wainwright. E esta vida, inclusive, poderia representar graves riscos à espécie humana, como a propagação de doenças mortais.

A ideia de que a vida na Terra tenha surgido a partir de cometas ou de outras formas semelhantes é chamada de panspermia, e apesar de ainda encontrar resistência no meio científico, foi amplamente defendida por cientistas como Francis Crick, um dos descobridores da estrutura do DNA, e também pelo astrônomo Carl Sagan.

Pesquisas recentes apontam cada vez mais para a existência de um intercâmbio de matéria entre a atmosfera terrestre e o cosmos, e também para o fato de que material genético e também certos tipos de organismos, como bactérias e vírus, são capazes de sobreviver às adversidades do espaço.

Via Express

UPDATE: Gostaríamos de acrescentar a esta história algumas considerações que são de suma importância mas que ficaram de fora do texto que você acaba de ler. Um bom ponto de partida seria a frase tornada popular pelo astrônomo Carl Sagan: “Alegações extraordinárias requerem evidências extraordinárias”.

Apesar de a hipótese da panspermia dirigida ser plausível e apoiada por pesquisadores de peso, ela certamente é uma alegação extraordinária, que exige, portanto, evidências que sejam da mesma natureza. E o artigo assinado por Wainwright e seus colegas vem acompanhado de algumas controvérsias e inconsistências que não podem, de forma alguma, ser desconsideradas. Vamos, então, a uma análise mais cética da descoberta.

A primeira e maior das controvérsias é o periódico no qual foi publicada. O “Journal of Cosmology” é conhecido pelo caráter duvidoso dos estudos veiculados. Pouco se sabe sobre seu processo de revisão por pares, fundamental para a manutenção do rigor científico, e as pesquisas sobre astrobiologia que publica normalmente são enviesadas para corroborar a tese da panspermia.

Há dois anos, Wainwright co-assinou um artigo no veículo onde alegava ter coletado bactérias alienígenas na estratosfera terrestre, descoberta que não chegou a ser comprovada por falta de provas concretas. O pesquisador indiano Chandra Wickramasinghe, também da Universidade de Buckingham e um dos autores da pesquisa sobre a esfera de titânio, é editor do Jounal of Cosmology – ele tenta há décadas comprovar que a Terra é bombardeada por microorganismos vindos, sobretudo, de cometas.

O próprio Wainwright destacou ao Daily Mail a natureza improvável da hipótese: “A menos que possamos descobrir detalhes sobre a civilização que supostamente enviou a esfera, esta provavelmente é uma teoria que não se pode provar”, disse. O estudo também é pouco científico ao afirmar que a esfera só pode ter vindo do espaço sem antes ter conduzido experimentos para chegar a esta conclusão.

Cientistas dizem ter descoberto partículas que comprovam vida extraterrestre

Uma inédita fotografia se difundiu pelo mundo todo, onde podemos ver a denominada “Partícula do Dragão”. Um descobrimento realizado pelo professor Milton Wainright e sua equipe da Universidade de Sheffield e o Centro de Astro biologia da Universidade de Buckingham.

Esta pequena partícula que não mede mais de 10 micrômetros de comprimento (0.001 milímetros) e se trata de uma “entidade biológica” composta por carbono e oxigênio, elementos básicos para a vida, que foi encontrada nos limites da estratosfera da Terra. E aqui vem o mais interessante: A equipe de cientistas está convencida de que não há maneira desta partícula ter chegado ao espaço saindo da Terra e que ela deve ter se originado em alguma parte do resto do Universo. O método do professor Wainright foi enviar balões para a estratosfera, 27 quilômetros acima da atmosfera terrestre, para coletar partículas espaciais.

Dentro de suas conclusões, Wainright disse que este descobrimento não só prova que existem formas de vida fora da Terra, mas também estes organismos extraterrestres estão constantemente “chovendo” sobre o nosso planeta. “A foto mostra uma estrutura coloquialmente chamada ” A Partícula do Dragão”, que em análise científica mostra que é feita de carbono e oxigênio e que não há maneira de ser uma peça cósmica ou vulcânica de qualquer tipo”, Disse o professor Wainright, que embora ainda duvide que seja um organismo singular ou parte de um outro maior. “Estas descobertas podem alterar para sempre nossa percepção da vida e da evolução na Terra. Será necessário reescrever nossos livros de biologia” Enfatizou.

Fonte: etseetc.com e Gallileu por André Jorge de Oliveira

Vídeos abaixo em Inglês




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