Um vírus gigante, de 30 mil anos, voltou à vida em laboratórios franceses. Chamado Pithovirus sibericum, ele é o maior já encontrado por cientistas, com 1,5 micrômetro de comprimento (um micrômetro equivale à milésima parte do milímetro). O novo agente não oferece perigo aos humanos, mas sua descoberta, publicada nesta segunda-feira na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), mostra que é possível um vírus permanecer contagioso depois de milênios.
Encontrado na Sibéria, enterrado a 30 metros do solo, ele permanecia dormente em uma camada chamada permafrost, formada por gelo, terra e rochas geladas. Depois de descongelado, voltou a ser contagioso. O grupo de cientistas, liderados por pesquisadores da Universidade Aix-Marseille, na França, colocou o vírus em contato com amebas, que começaram a morrer. Assim que os cientistas analisaram esses organismos, perceberam que o vírus gigante estava se multiplicando dentro deles.
Vírus assim infectam exclusivamente estruturas unicelulares, como a ameba, porque é mais fácil entrar nelas. Elas se alimentam por um processo chamado fagocitose, que engloba partículas estranhas – como o vírus gigante. A maior parte das células humanas e de outras células animais têm processos de defesas mais sofisticados e, por isso, os vírus que as afetam usam estratégias mais complexas de entrada. É por isso que eles são cerca de cem vezes menores que o vírus gigante e têm apenas 13 genes, como o da gripe. O Pithovirus sibericum tem 500 genes e, de acordo com os pesquisadores, 60% deles não se parecem com nada encontrado na Terra.
Ativo por milênios – Uma das grandes surpresas dos cientistas foi perceber que o vírus pode manter seu poder de contágio por muito mais tempo que o imaginado. Esses agentes permanecem dormentes por anos e dificilmente são eliminados do planeta. Os pesquisadores afirmam que o vírus gigante é uma boa demonstração de como a ideia de que é possível erradicar um vírus está errada e passa uma falsa sensação de segurança. “Um renascimento como esse, de um vírus ancestral que infecta amebas, sugere que o degelo do permafrost, seja por mudanças climáticas ou por explorações industriais na região polar, pode trazer ameaças à saúde humana ou animal”, concluem os cientistas no estudo.
CONHEÇA A PESQUISA
Título original: Thirty-thousand-year-old distant relative of giant icosahedral DNA viruses with a pandoravirus morphology
Onde foi divulgada: periódico PNAS
Quem fez: Matthieu Legendre, Julia Bartoli, Lyubov Shmakova, Sandra Jeudy, Karine Labadie, Annie Adrait e outros
Instituição: Universidade Aix-Marseille, na França, e outras
Resultado: Os cientistas encontraram um vírus datado de 30 mil anos que voltou a infectar colônias de amebas
Imagem: “Pithovirus sibericum” descoberto por cientistas (CNRS-AMU)
Fonte: Veja online
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