Consumidor reforça interesse em saber a origem e o processo de produção dos alimentos.
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Questões relacionadas à sustentabilidade, responsabilidade social e bem-estar animal serão cada vez mais demandadas e cobradas.
Especialistas reunidos no seminário virtual “Alimentos Seguros”, promovido pela AEASP – Associação de Engenheiros Agrônomos do Estado de São Paulo, na última segunda-feira (22), afirmaram que o interesse do consumidor em saber a origem e o processo de produção dos alimentos irá se intensificar cada vez mais.
De acordo com a pesquisadora Marta Taniwaki, do ITAL – Instituto de Tecnologia de Alimentos, a mudança do comportamento humano ao longo dos anos refletiu também no padrão de consumo dos alimentos. “O aumento de opções e maior acesso aos mercados estão impulsionando a demanda por uma gama diversificada de alimentos.”
Segundo ela, os consumidores buscam por alimentos altamente sensoriais, saudáveis e de fácil preparo. Entretanto, eles também querem saber como é a origem e o processo de produção do que consomem: uma megatendência global.
“Hoje, o consumidor tem o direito de saber o que tem dentro da embalagem, mas também como esse alimento foi produzido. Se foi produzido respeitando as regras ambientais, as emissões de gases e, no caso de produto animal, se houve a prática do bem-estar animal. Também há um aumento de demanda por alimentos éticos, produtos sazonais cultivados localmente e sustentáveis. As percepções do consumidor de alimentos não seguros levam ao desperdício”, disse.
No evento online, o diretor de Inovação do MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Cleber Oliveira Soares, fez uma explanação sobre o mercado atual, desafios e tendências, destacando a importância do agronegócio para a segurança e o fornecimento de alimento para a população mundial.
“Os consumidores estão cada vez mais exigentes e buscando estar próximos das cadeias de produção. Não tenho dúvidas de que o futuro da produção de alimentos passa pelas foodtechs, as quais, por meio das pesquisas e do uso de tecnologias, agregam valor às cadeias produtivas do agronegócio”, destacou.
Para o presidente da Associação Brasileira de Agronegócio – Abag, Marcello Brito, com as mudanças de comportamento entre as gerações, as novas tendências de mercado e consumo vão exigir cada vez mais uma produção sustentável.
“Os estudos no mundo mostram que a geração X já tinha uma visão de produção em relação à geração anterior, acelerada agora pela geração dos millennials, que acreditam no novo normal, pensam na produção sustentável, nas emissões de carbono e no bem-estar animal. Cada vez mais isso vai ser cobrado”, apontou. “O Brasil é uma megapotência alimentar e agro ambiental. É preciso que assumamos o nosso protagonismo. Se a pandemia nos desconectou, o relacionamento virtual nos conectou em apenas três meses. O que a ciência foi capaz de fazer em apenas 90 dias? Que saibamos aproveitar nossas vantagens competitivas”, acentuou.
FONTE: DATAGRO.
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