Mercado europeu de cannabis medicinal deve crescer 5 vezes até 2021.
Empresas devem movimentar 1,5 bi de euros nos próximos dois anos com produtos à base do composto da maconha para tratamento de doenças.
O mercado europeu do Cannadibiol (CBD) – composto da maconha (Cannabis sp.) utilizado com fins medicinais – deve aumentar mais de cinco vezes até 2021, atingindo o montante de 1,5 bilhão de euros (quase R$ 6,75 bi), segundo a Brightfield Group, firma de pesquisa de marcado de cannabis. Em 2018, o mercado europeu de produtos feitos à base de CBD movimentou 273 milhões de euros (cerca de R$ 1,20 bi).
Desde 2017, mais de 700 empresas baseadas na CBD foram registradas na Associação de Comércio de Cannabis, órgão comercial centrado no composto da cannabis para o Reino Unido e Europa.
Enquanto o mercado se aproveita rapidamente das lacunas na legislação e da mudança de percepção a respeito do uso da cannabis com fins medicinais para desenvolver e comercializar seus produtos, os governos ainda discutem – em ritmo mais lento – à sua regulamentação. Isso compromete a segurança dos produtos, mas ironicamente, os riscos não estão associados ao CBD em si.
Os principais laboratórios da Europa relatam que muitas empresas colocam produtos no mercado com uma quantidade de CBD inferior ao que atestam nas embalagens. Dentre as descobertas mais preocupantes para os consumidores – e para aqueles que produzem verdadeiramente produtos com o ingrediente – é a confirmação de produtos contendo canabinoides sintéticos, químicos perigosos ou drogas ilegais.
“À medida que o mercado de CDB continua seu crescimento exponencial, as autoridades europeias devem levar a sério as ameaças potenciais de uma indústria tão grande e não regulada. A Europa tem a reputação de proteger os seus cidadãos, mas quando se trata de cannabis, está atrasada”, defende o CEO e fundador da JKB Research, Jonas Duclos, em entrevista à revista Elite Business.
Duclos sofria na adolescência de dores em função de uma doença genética. Para combater isso, ele passou a usar a maconha e melhorou a sua qualidade de vida. Em 2017, fundou a empresa para ajudar outras pessoas que sofrem com situações semelhantes à sua. Assim como Duclos, 68% dos residentes do Reino Unido entrevistados numa pesquisa feita pela GlobalWeblndez – empresa de pesquisa de mercado – disseram ter encontrado alívio nas dores físicas, bem como benefícios para saúde mental com o CBD.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a maconha medicinal tem efeitos significativos para o tratamento da epilepsia, transtorno do estresse pós-traumático (TEPT) e até mesmo ansiedade.
No Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), vinculada ao Ministério da Saúde, concluiu ontem (19/8) a consulta pública sobre a liberalização do plantio de Cannabis sativa para fins medicinais. A agência recebeu 554 contribuições no processo, que serão analisadas por seus diretores, que tomarão juntos uma decisão final sobre o tema.
Em junho, a Anvisa aprovou duas propostas para regulamentar o plantio de maconha no país, caso o processo defina pela sua liberação. Em 2015, o canabidiol deixou de ser proibido no Brasil para uso em casos de tratamentos médicos e pesquisa científica. No entanto, até hoje o cultivo da erva não é permitido no território brasileiro.
FONTE: ALANA FRAGA, COM INFORMAÇÕES DO G1.
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