Essa raiz milenar oriunda da China (mais precisamente da região da Manchúria) é amplamente utilizada no oriente para fins medicinais e terapêuticos. Há tempos atrás, acreditava-se até que tinha características místicas, proporcionando maior longevidade a quem consumia a raiz. Na verdade, não há nenhuma “mágica” no ginseng, na verdade ele é um poderoso antioxidante e anti-inflamatório, por isso pode ajudar a retardar o nosso envelhecimento celular, protegendo o coração, ajudando o cérebro e reduzindo o estresse e o cansaço.

Existem vários tipos de ginseng, porém o mais utilizado é o Panax Ginseng. De origem chinesa ou coreana, essa raiz é que traz os benefícios mais conhecidos, como os vistos acima. O Panax Quinquefolius, de origem americana, serva mais como calmante, ajudando a melhorar o sono e aliviando o estresse, além de ajudar no tratamento de depressão.

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Tanto o caule quanto a raiz do ginseng contam com vários nutrientes, como minerais e vitaminas. O magnésio é ajuda o cérebro e o sistema nervoso, o ferro combate anemia e o manganês carrega os antioxidantes. Ainda tem cobalto e cobre, que ajuda ainda mais o organismo a absorver o ferro, diminuindo o cansaço.

Já as vitaminas do complexo B presentes no ginseng (principalmente B1, B2, B3 e B12), ajudam a regular os níveis de glicose no sangue, além de ajudarem o organismo a metabolizar de forma eficiente aminoácidos e ácidos graxos. A vitamina B12 ainda ajuda o fucionamento do nosso sistema nervoso, além de participar ativamente na produção de glóbulos vermelhos.

Além de todos esses nutrientes importentes para o organismo, o ginseng ainda contém saponinas, que são anti-inflamatórias e antivirais. Elas ajudam a prevenir a aterosclerose, combatendo o colesterol alto e evitando o acúmulo de gordura nas artérias. Os flavonóides presentes na raiz ajudam a dilatar os vasos sanguíneos, melhorando a circulação do sangue, que chega mais facilmente ao cérebro. Por isso o ginseng também faz um bem danado para nossa memória.

Benefícios do Ginseng:

Ação anti-inflamatória;

Ação antioxidante;

Regula os níveis de colesterol, além de ajudar a elevar o HDL (colesterol bom);

Previne problemas cardíacos;

Regula os índices glicêmicos do organismo, contribuindo assim para prevenir a diabetes;

Melhora a circulação sanguínea;

Reduz o estresse através da sua ação sobre a glândula suprarrenal, que produz o hormônio do estresse, cortisol;

Reduz o cansaço, pois estimula o sistema nervoso e melhora as funções do cérebro;

Ajuda o cérebro, pois a melhor circulação faz com o sangue chegue com maior facilidade e em maior quantidade ao cérebro. Por isso, melhora a concentração e a memória;

Reduz inflamações dos neurônios, previnindo doenças degenerativas como Alzheimer e Parkinson;

Melhora a qualidade de vida de pacientes com câncer, pois ajuda no sono e no apetite.

Ginseng – como consumir e contra-indicações

Embora o caule do ginseng também contenha nutrientes, geralmente consumimos sua raiz, que pode ser comprada em mercados, lojas de produtos naturais e empórios especializados na forma de pó, cápsulas, comprimidos, extrato e até tintura. O pó ou o extrato são bons para colocar em sopas ou sucos, mas dá para salpicar o pó em qualquer prato que você for comer.

O recomendado é ingerir entre 5 e 10 gramas diariamente. O pó pode ser misturado em líquidos, ou salpicado diretamente nos alimentos (1 colher de sopa), já no caso de comprimidos e cápsulas, siga as orientações, embora o mais comum seja 1 cápsula por dia. Se preferir tomar em forma de chá, o recomendado são 3 xícaras por dia.

Caso você tenha a raiz in natura, não deve consumir mais do que 2 gramas diárias. Outra dica importante é não consumir prolongadamente. Pare no máximo depois de 8 semanas, pois pode prejudicar a coagulação do sangue e causar alterações na pressão arterial. Espere o organismo eliminar tudo, e volte posteriormente a consumir.

Sua ingestão não é recomendada a grávidas e pacientes com problemas renais. Lactantes, crianças e hemofílicos também não devem consumir a raiz. Quem for fazer alguma cirurgia, deve parar de tomar o ginseng pelo menos 1 semana antes e depois do procedimento.

Pra completar, quem toma remédios para ansiedade ou anticoagulantes e antidepressivos, também não deve consumir o ginseng. Seu consumo excessivo ainda pode causar insônia, nervosismo, erupções cutâneas, diarreia, além de efeitos prejudiciais para o sistema imunológico.

Procure sempre a orientação de um médico ou nutricionista antes de consumir o ginseng.

Fonte: Guiadenutricao.com.br

Cristina Crispa

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Cristina Crispa

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