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Aranha marrom, um perigo silencioso

A Vigilância Epidemiológica recomenda que as vítimas procurem atendimento médico logo após a picada.

As aranhas, seres pertencentes ao grupo dos aracnídeos, são animais comuns encontrados em qualquer lugar do Brasil. Existem mais de 40 mil espécies conhecidas e registradas pelos biólogos, todas são peçonhentas, mas somente 200 delas podem levar um ser humano à morte. Entre as consideradas mais perigosas está a aranha marrom, um pequeno aracnídeo que contém cerca de três a seis centímetros.

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Determinadas localidades sofrem com os ataques das aranhas marrons — como é o caso dos estados do Paraná e Santa Catarina —, especialmente por conta da falta de seu principal predador natural, a lagartixa.

Deste modo, nestas regiões, as aranhas marrons são encontradas com facilidade, e na sua maioria são ignoradas por terem um pequeno tamanho, que não chega a assustar.

Além de pequenas, as aranhas marrons não costumam atacar seres humanos. As situações em que ocorre uma picada são somente quando elas se sentem ameaçadas. Como são animais que gostam do escuro, podem estar em locais em que passem despercebidas, como por exemplo: dentro de sapatos, guarda-roupas, caixas, gavetas, armários, etc.

O mais preocupante das aranhas marrons é o fato de sua picada não doer absolutamente nada no momento em que ocorre. “A maioria das pessoas não vem nas primeiras horas, temos uma população imediatista que só nos procura nos momentos que apresentam sintomatologia, que remeta a doenças graves”, afirma a enfermeira da Vigilância Epidemiológica de Caçador, Paula Brustolin Xavier.

Em Caçador, de acordo com ela, por ser uma região mais fria, não há tantos acidentes por animais peçonhentos.  Em 2014, o município registrou 37 casos, em 2015 foram 28 casos registrados e esse ano, até o momento, 12 pessoas foram diagnosticadas com loxoscelismo (acidente por aranha marrom).

Paula ressalta que, mesmo que o profissional de saúde não preencha o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) é importante que o paciente insista. “Só com as fichas de investigação podemos fazer o perfil epidemiológico dos acidentes por animais peçonhentos e planejar ações frente às necessidades que município impõe”, afirma.

O que fazer após uma picada

A Vigilância Epidemiológica recomenda que as vítimas procurem atendimento médico logo após a picada. Com o passar das horas, a necrose e a dor se acentuam. A vítima tem febre, náuseas e dor de cabeça. “A vítima não deve passar nada no local e é importante capturar ou tentar identificar o tipo do animal para facilitar o trabalho do profissional”, afirma.

Para não aumentar o número de casos de picadas de aranha-marrom, recomenda-se a limpeza periódica de armários e forros, locais preferidos desta espécie.

Veja tambem:

Previna-se contra aranha marrom

Fonte: Jornalextrasc.com.br

Cristina Crispa

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