O Doutor em Entomologia e professor da Esalq-USP, Celso Omoto, destaca a necessidade de realizar refúgio e não realizar seleção das pragas resistentes que poderiam ajudar na seleção e na manutenção da tecnologia da área convencional por mais tempo.
O professor lembra que essa é uma das estratégias para retardar a resistência de pragas e que o refúgio, por sua vez, deve ser uma área manejada diferente do cultivo convencional. Atualmente, muitos produtores utilizam fungicidas em grande quantidade no refúgio.
Assim, várias tecnologias podem ser perdidas porque o manejo adequado não é feito. “Temos que preservar as tecnologias no presente para não perder os benefícios dessas tecnologias”, diz o professor.
Ele aponta que a Helicoverpa, por exemplo, já veio com gene de resistência dos países de origem, mas que há produtos com novos mecanismos, como o benzoato, que são alternativas interessantes para o produtor. Mais uma vez, o manejo adequado essencial entra para prolongar a vida desses produtos.
Omoto defende, ainda, táticas de incentivo para os produtores que realizarem as medidas corretas no manejo, não trabalhando apenas com penalidade.
Ele destaca, por fim, a importância do IV Simpósio Agroestratégico da Aprosoja como um dos eventos importantes de ação conjunta para combater o problema.
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