O clima não foi aliado da produção agrícola de Mato Grosso do Sul em 2016. As chuvas intensas do início do ano acarretaram em atraso da colheita de soja, o que influenciou diretamente no plantio do milho safrinha, que teve quebra de safra de 33,4%.
No meio do ano, as fortes geadas e a estiagem mais uma vez influenciaram no desenvolvimento do grão. Segundo o analista em agricultura do Sistema Famasul, Leonardo Carlotto, a soja sofreu menos impacto que o milho, que, além do atraso no plantio, teve dificuldades em florescer devido o frio e falta de água para germinar.
“A lavoura que pegou estiagem no início registrou em média de redução de 35% na produtividade. Foram cerca de 40 dias sem chuva em algumas regiões do Estado e das 85 sacas por hectare estimadas, a maioria dos produtores alcançou apenas 59 sacas por hectare, o que significa que 3 milhões de toneladas do grão deixaram de ser produzidas”, explica Carlotto.
O resultado não afetou apenas os produtores do grão. Avicultores e suinocultores foram diretamente prejudicados pela quebra na safra do milho, um dos principais insumos para a alimentação dos animais.
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