Perspectiva: espigas de milho em Indiana superaram altos e baixos do clima ao longo do desenvolvimento.
A colheita de milho e soja vai, enfim, avançar mais rapidamente nos Estados Unidos. A semana deve ser marcada pelo retorno do sol às regiões que ainda sofrem com a umidade excessiva das chuvas de setembro. A safra bate à porta do mercado num momento de variações intensas nas cotações, que reagem à expectativa do setor por dados concretos a respeito da produtividade das lavouras norte-americanas, atrasadas desde o plantio, bem como das apostas que começam a se definir na América do Sul. A pressão da oferta sobre os preços é desconhecida.
Como as vendas seguem lentas, a direção que as cotações vão tomar deve ter reflexo ampliado, apurou a Expedição Safra 2013/14, que nesta semana percorre 1 mil quilômetros pelo Corn Belt, o cinturão de grãos dos EUA. O mercado trabalha com a estimativa de que apenas 20% dos grãos foram negociados até a última semana. Um porcentual de venda antecipada muito abaixo da média.
“A maior parte dos produtores segue o calendário de atividades no campo enquanto aguarda um sinal do mercado”, afirma o diretor de Pesquisa de Commodities do CME Group (que controla a Bolsa de Chicago), Fred Seamon. O ritmo lento de comercialização se deve, entre outros motivos, às cotações de setembro, que desencorajaram as vendas.
O milho caiu de US$ 4,9 para a US$ 4,40 por bushel, e vem oscilando perto deste patamar (que equivale a R$ 23,9 por saca de 60 quilos). A soja baixou de US$ 13,85 para US$ 12,85 e agora se aproxima de US$ 13/bushel (R$ 65/saca). O que sustenta o preço em reais é câmbio, que oscila entre R$ 2,20 e R$ 2,25. O ano passado está sendo seguido como roteiro no mercado, aponta o analista Jack Scoville, do Price Futures Group. A quebra histórica provocada pela seca de 2012 inibiu tanto quem teme não ter o que entregar no fim da safra como quem espera um salto nos preços, acreditando no impacto de problemas climáticos.
O fato é que os produtores norte-americanos seguem capitalizados e podem adiar ainda mais as vendas, avalia. “Eu aconselhei meus clientes a vender em maio e junho. Mas poucos produtores começaram a vender naquela época. Quem não vendeu está numa situação pior. De qualquer forma, eles sabem que, se os preços estão baixos, pelo menos a produtividade deve ser melhor do que se chegou a prever”, resume Scoville.
Em sua avaliação, 80% da soja e do milho ainda não foram negociados, pelo menos dez pontos acima do registrado pelas consultorias privadas no Brasil, que consideram mercado futuro e contratos de troca de insumos por grãos, com índices pré-fixados. As previsões iniciais do Departamento de Agricultura dos EUA, o USDA – de mais de 370 milhões de toneladas de milho e mais de 90 milhões (t) de soja – foram reduzidas a 346,6 milhões (t) e 84,6 milhões (t) no relatório divulgado em setembro.
O setor conta com quebra climática acima de 30 milhões (t) para soja e milho, cerca de 7% de perda do potencial da temporada. O volume representa um quarto da perda registrada no ano passado. Previsão do clima amplia pressão no campo e mercado Apesar de pouco animados com os preços, os produtores norte-americanos não podem mais esperar para colher ou para vender.
A cada dia que passa aumenta o risco de geadas. Apesar de não haver previsão de gelo para os próximos dias, os termômetros estão caindo abaixo de 10°C durante a noite. Como parte das lavouras de soja e milho ainda não está pronta para sair do campo, não estão descartadas novas quebras climáticas. O atraso no plantio, seguido de veranicos e agora de chuva novamente retardou o desenvolvimento, expondo as lavouras a possíveis condições adversas e extremas de clima no final do ciclo.
A Expedição Safra Gazeta do Povo estará no Corn Belt até o final desta semana para conferir o andamento da colheita. A equipe visitará propriedades em Illinois, Iowa, Minnesota e Wisconsin. O levantamento técnico-jornalístico da produção de grãos, realizado pelo Agronegócio Gazeta do Povo, chega à sua 8º edição.
Na temporada 2013/14 o projeto vai a campo sob a temática “Expansão que desafio preço, mercado e sustentabilidade”. Além de América do Sul e do Norte, o roteiro extraordinário deste ciclo contempla uma incursão aos principais países do continente africano.
Fonte: Gazeta do Povo Online José Rocher.
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