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Zoetis promove Seminário sobre Doença de Gumboro

Palestrantes renomados percorreram quatro cidades no País destacando as principais medidas de manejo e biosseguridade para prevenção da doença.

 

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A doença de Gumboro, enfermidade viral altamente contagiosa e que acomete aves jovens, é responsável por enormes prejuízos no plantel, pois reduz a imunidade das aves, impactando negativamente o desenvolvimento dos lotes. Diante desse cenário prejudicial ao avicultor, e focada em intensificar as ações de educação continuada com produtores rurais, veterinários e zootecnistas, a Zoetis (São Paulo/SP) promoveu o ciclo de palestras “Seminário – Ronda Zoetis: Doença de Gumboro”, entre 9 e 12 de julho, nas cidades de Caruaru (PE), Cascavel (PR), Carlos Barbosa (RS) e Campinas (SP).

 

Durante o evento, os palestrantes convidados foram: o gerente de Serviços Técnicos da unidade de negócios Aves Zoetis, Eduardo Muniz, o gerente técnico da região CLAR (Canadá e América Latina), Renato Verdi, e o gerente de Produtos Biológicos e Serviços de Vacinação da unidade de negócios Aves Zoetis, Felipe Pelicione. Eles abordaram as especificidades da doença, as estratégias de controle e os diferencias das vacinas oferecidas pela Zoetis para proporcionar um controle integrado – imunização das matrizes e, consequentemente, das aves nascidas desses animais imunizados. “Oferecer ao produtor a possibilidade de discutir métodos de prevenção e permitir o acesso às informações sobre métodos vacinais são fundamentais para ampliar o conhecimento técnico e garantir a lucratividade”, afirma Dr. Eduardo Muniz.

 

A programação contemplou ainda uma visão Epidemiológica da Doença de Gumboro – baseada em um levantamento realizado em diversas regiões do país – para embasar as medidas de controle por meio da vacinação das matrizes e de aves comerciais.

 

Doença de Gumboro: prevenção é sempre o melhor caminho. A Doença de Gumboro é causada por um vírus: o RNA fita dupla da Família Birnaviridae, extremamente resistente. A transmissão da enfermidade acontece diretamente de ave para ave, onde o vírus é eliminado nas fezes do animal doente; sendo que a porta de entrada para as aves saudáveis é a via oral. Entretanto, pelo fato do vírus apresentar resistência no meio em que se reproduz, a transmissão indireta também acontece por materiais contaminados como equipamento, ração, água, veículos e mesmo entre pessoas que circulam pelas granjas, levando o agente infeccioso de um local para outro.

 

“A doença também pode se manifestar na sua forma subclínica onde o efeito imunossupressor do vírus de Gumboro pode levar a evolução de infecções secundárias, principalmente, de caráter respiratório e entérico”, reforça o especialista. Consequentemente, há perdas econômicas em decorrência das condenações no abatedouro, pois a ave perde peso, apresenta piora na conversão alimentar e na desuniformidade.

 

A principal forma de prevenção da doença de Gumboro é a adoção de medidas de biosseguridade e imunoprofilaxia (vacinação), já que não existe tratamento para o lote doente – nesse caso, os antimicrobianos devem ser usados para controlar apenas as infecções secundárias bacterianas. A vacinação é considerada a forma mais eficiente para a prevenção do vírus; alguns trabalhos científicos apontam que a imunidade passiva – transmitida da galinha para a progênie pela gema do ovo -, apresenta grande importância na defesa contra o vírus de Gumboro.

 

A Zoetis comercializa a Poulvac Bursa F, vacina liofilizada a vírus vivo modificado -, que pode ser administrada em matrizes, poedeiras e frangos de corte. A cepa vacinal autraliana V877 apresenta enorme potencial de transmissão lateral, e é uma excelente opção para a colonização do ambiente com vírus vacinal; consequentemente, proporcionando o esfriamento do galpão. “A vacinação é de extrema importância e tem demonstrando grande eficácia no controle do Gumboro em frangos de corte, pois além de imunizar a ave vacinada, ela também é eliminada no ambiente; protegendo, assim, as aves que por ventura não receberam a vacina. Dessa forma, o ambiente é colonizado com o vírus vacinal através da transmissão lateral”, explica Pelicioni. A linha de vacinas para a prevenção da Doença de Gumboro da companhia inclui ainda os produtos Maternavac IBD REO e Poulvac Maternavac 4, Bursine Plus, Bursine 2 -, entre outras.

 

Atitudes de manejo correto também auxiliam no controle da enfermidade, principalmente, pelo fato da manifestação clínica ocorrer em momentos de estresse. A ocorrência da doença aumenta muito no verão, época na qual as aves sofrem pelo calor. Portanto, a infecção de campo e a manifestação clínica da doença dependem muito da situação de ambiência das granjas onde estão as aves.

 

Fonte: Zoetis

Janielly Santos

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