Cotações do trigo iniciaram abril no positivo

Cotações do trigo iniciaram abril no positivo no Paraná e Rio Grande do Sul, aponta o Cepea.

De acordo com a instituição, oscilação está em linha com a sazonalidade da cultura.

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Os preços do trigo no mercado brasileiro estão sustentados, em linha com período de sazonalidade da própria cultura, avalia o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplica da (Cepea). A referências medidas pela instituição iniciaram o mês de abril em alta, depois de encerrarem março com desvalorização.

A referência com base no mercado do Paraná fechou a R$ 901,22 por tonelada na segunda-feira (1/4), alta de 0,16% em relação ao último dia de março. Na mesa comparação, a cotação apurada no Rio Grande do Sul foi de R$ 813,52 a tonelada, valorização de 1,29%.

Em nota divulgada nesta terça-feira (2/4), os pesquisadores destacam que o período de plantio da safra nova está cada vez mais próximo, à medida que a colheita de verão avança. Produtores já definiram a área a ser semeada, especialmente no Paraná. Os moinhos indicam estar abastecidos e apenas avaliando o mercado para futuras aquisições de matéria-prima, o que desaquece a demanda pelo grão.

“Do lado vendedor, triticultores se atentam ao clima e às oscilações no câmbio e no preço, ainda incertos quanto ao mercado no segundo semestre. Nesse cenário, as cotações do trigo seguem firmes no spot, em linha com o período de sazonalidade da cultura”, diz o Cepea.

O pesquisadores do Cepea destacam ainda que, em alguns estados, os preços internos ficaram superiores à paridade de exportação, mesmo com o dólar em patamares mais elevados. Os levantamentos da instituição em alguns estados do Brasil detectaram valores maiores não apenas no mercado de balcão, pago ao produtor, mas também no de lotes, a negociação entre empresas.

Cota de importação

O mercado nacional de trigo vive também a expectativa dos efeitos da cota de importação de 750 mil toneladas do cereal sem tarifa, como anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro durante sua visita aos Estados Unidos. A Associação Brasileira da Indústria de Trigo (Abitrigo), que representa os moinhos, acredita em mais competição, o que pode beneficiar os moinhos na busca por melhores preços para a matéria-prima.

Em comunicado anterior, divulgado há uma semana, o Cepea mencionava que o produtor ficou em alerta com o anúncio do governo. Segundo os pesquisadores, o mercado já sinalizava uma demanda mais fraca. Além disso, as importações poderiam desestimular compras internas e pressionar as negociações.

FONTE: REDAÇÃO GLOBO RURAL.

Otavio Culler

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