Cepea: Indicador cotação soja e citros

SOJA/CEPEA: QUEDA DO DÓLAR ELEVA PREÇO NESTE INÍCIO DE MARÇO.

Os preços da soja em grão iniciam o mês de março em alta. Segundo pesquisadores do Cepea, o impulso tem vindo das elevações nos valores externos do grão que, por sua vez, sobem devido à queda do dólar, que torna os produtos norte-americanos mais atrativos aos estrangeiros. Nesse cenário, o Indicador da soja CEPEA/ESALQ – Paraná subiu 1,6% entre 24 de fevereiro e 3 de março, fechando a R$ 67,30/sc de 60 kg na sexta, 3.

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O Indicador da soja Paranaguá ESALQ/BM&FBovespa, referente ao grão depositado no corredor de exportação e negociado na modalidade spot (pronta entrega), no porto de Paranaguá (PR), fechou a R$ 72,64/saca de 60 kg, aumento de 1% no mesmo período.

Em fevereiro, especificamente, a entrada da safra brasileira, a demanda doméstica enfraquecida e a melhora nas condições climáticas na Argentina pressionaram os valores da soja e derivados no mercado brasileiro.

A elevação do frete durante o mês também pressionou os valores que, em várias regiões acompanhadas pelo Cepea, voltaram aos menores patamares desde 2012, em termos reais. Por outro lado, a firme demanda externa limitou a queda nos preços domésticos.

CITROS/CEPEA: OFERTA DA SAFRA 16/17 É BAIXA; PRECOCE DA 17/18 ENTRA NO MERCADO.

A oferta de laranja da safra corrente (2016/17) segue escassa em São Paulo, principalmente das frutas com melhor qualidade. Produtores consultados pelo Cepea têm, inclusive, relatado encerramento da colheita de pera e tardias. Por outro lado, o início da produção de precoces da temporada 2017/18 tem equilibrado as cotações da laranja.

Na média da última semana, a pera foi comercializada a R$ 43,33/cx de 40,8 kg, na árvore, baixa de 1,2% em relação à anterior. Para a lima ácida tahiti, depois do pico de safra, as cotações estão em alta.

Conforme colaboradores do Cepea, grande volume da variedade foi enviado às processadoras em fevereiro. Desta forma, a previsão é que as frutas restantes nos pés, ainda abaixo da qualidade para comercialização no mercado in natura, sejam colhidas apenas a partir do fim de março – período em que pode ocorrer uma nova “safrinha”, proveniente de segunda florada. Atrelado a isso, a demanda aquecida durante o recesso de carnaval também impulsionou os preços da tahiti.

Na semana, a média da fruta foi de R$ 15,61/cx de 27 kg, colhida, expressiva alta de 35,7% em relação à semana anterior.

Fonte: Cepea.

Equipe Agron

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