Cepea: Indicador cotação milho, soja e mandioca

Milho/Cepea: Recuo comprador e melhora do clima mantêm valores em queda.

Compradores estão retraídos do mercado, pressionando as cotações do milho, à espera do avanço da colheita do cereal e da maior entrada de volume nas próximas semanas. Além disso, pesquisadores do Cepea indicam que a melhora do clima em algumas localidades permitiu a retomada das atividades de campo. Como resultado, os preços do cereal tiveram novas quedas nos últimos dias, caindo inclusive no mercado paulista, que havia reagido na semana anterior.

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Entre 27 de janeiro e 3 de fevereiro, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (referência Campinas – SP) recuou 0,6%, fechando a R$ 35,96/saca de 60 kg na sexta-feira, 3. Conforme pesquisadores do Cepea, a pressão no mercado paulista foi reforçada, ainda, pela maior entrada de milho de outros estados, principalmente de Mato Grosso do Sul, a preços competitivos, situação que deve ser cada vez mais rara nos próximos meses, dados os reduzidos estoques do Centro-Oeste e a preferência pela negociação da soja.

Soja/Cepea: Farelo registra o menor preço desde abril/16.

O Brasil começou 2017 com maior competitividade nas transações internacionais, principalmente no mercado de farelo de soja. Segundo pesquisadores do Cepea, a retração de parte dos vendedores argentinos (devido às incertezas sobre o tamanho da safra daquele país), os valores elevados do derivado nos Estados Unidos e os consequentes baixos prêmios e preços ofertados no Brasil atraíram importadores para o mercado nacional.

Mesmo com a maior demanda externa, as cotações domésticas do derivado em janeiro caíram para os menores patamares reais desde abril/16, de acordo com dados do Cepea, refletindo as expectativas de safra brasileira recorde, o consumo interno enfraquecido e a desvalorização do dólar frente ao Real. No mercado brasileiro, os preços do farelo de soja caíram 4% entre dezembro/16 e janeiro/17 e fortes 25% em um ano, em termos reais, na média das praças acompanhadas pelo Cepea.

Mandioca/Cepea: Preço sobe 172% em um ano e atinge recorde nominal.

As cotações de mandioca estão em alta no mercado doméstico, atingindo, na última semana, o maior patamar nominal já registrado pelo Cepea desde o início da série, em 2002. A disponibilidade de raiz de segundo ciclo continua baixa e produtores não têm demonstrado interesse pela colheita da mandioca de um ciclo e meio.

Além disso, chuvas frequentes dificultaram o avanço dos trabalhos em algumas regiões, ao mesmo tempo em que a demanda industrial seguiu firme. Nesse cenário, entre 30 de janeiro e 3 de fevereiro, a média semanal a prazo foi de R$ 693,02/tonelada posta fecularia (R$ 1,0313 por grama de amido na balança hidrostática de 5 kg), 1,2% acima da média do período anterior e 172% maior na comparação com o mesmo período do ano passado.

Fonte: Cepea/Esalq.

Equipe Agron

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