Cepea: Indicador cotação soja, milho e mandioca

SOJA/CEPEA: VALORIZAÇÃO DO DÓLAR E INCERTEZAS CLIMÁTICAS SUSTENTAM PREÇOS NO BR.

A recente valorização do dólar, preocupações com chuvas mal distribuídas na Argentina, umidade abaixo do esperado em algumas regiões do Brasil e a firme demanda pela oleaginosa norte-americana sustentaram os preços internos da soja. Por outro lado, conforme pesquisadores do Cepea, esse cenário reduziu o ritmo de venda do grão da safra 2016/17, visto que, agora, sojicultores nacionais têm expectativa de preços ainda maiores no início de 2017. Vale lembrar que as negociações estiveram mais aquecidas em meados de novembro, com valores já acima da paridade de exportação.

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Entre 25 de novembro e 2 de dezembro, o Indicador da soja Paranaguá ESALQ/BM&FBovespa, referente ao grão depositado no corredor de exportação e negociado na modalidade spot (pronta entrega), no porto de Paranaguá (PR), subiu 0,2%, fechando a R$ 80,08/saca de 60 kg na sexta-feira, 2. Já a média ponderada da soja no Paraná, refletida no Indicador CEPEA/ESALQ, foi de R$ 76,42/saca 60 kg, pequena queda de 0,9% no período.

MILHO/CEPEA: RETRAÇÃO COMPRADORA E FRACA EXPORTAÇÃO PRESSIONAM VALORES.

O recuo de compradores no mercado spot e o baixo ritmo das exportações seguem pressionando as cotações internas do milho, que registram os menores patamares do ano em muitas regiões. Nesse contexto, vendedores têm reajustado suas expectativas e muitos já passam a ser mais flexíveis nos valores de negociação.

Segundo pesquisadores do Cepea, a forte diferença entre o preço doméstico e o internacional também pressiona as cotações, à medida que reduz a competitividade do milho brasileiro no mercado externo e estimula as importações.

De 25 de novembro a 2 de dezembro, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) recuou 0,3%, a R$ 36,53/saca de 60 kg na sexta-feira, 2. Em novembro, o Indicador acumulou forte baixa de 10,7%, registrando a menor média mensal de 2016, de R$ 38,76/sc.

MANDIOCA/CEPEA: COM OFERTA REDUZIDA, COTAÇÕES SEGUEM EM ALTA.

A oferta de mandioca de segundo ciclo ainda é baixa na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. Nesse cenário, conforme colaboradores do Cepea, muitas empresas interromperam a moagem na última semana, também devido ao clima seco, o que reduziu a quantidade de mandioca processada pelas fecularias em 21,4% no período.

Quanto à demanda industrial, apesar de limitada, ainda superou a oferta, já que algumas empresas têm interesse em formar estoques. Ao mesmo tempo, algumas farinheiras retomaram a produção. Desta maneira, os preços da mandioca seguiram em alta na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea.

Entre 28 de novembro e 2 de dezembro, o valor médio semanal a prazo para a tonelada de mandioca posta fecularia ficou em R$ 456,26 (R$ 0,7935 por grama de amido na balança hidrostática de 5 kg), 4,3 acima da média anterior. O preço médio nominal de novembro caiu 16% em relação ao de outubro.

Fonte: Cepea.

Equipe Agron

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