Cepea: Indicador cotação etanol, açúcar e trigo

ETANOL/CEPEA: Demanda reduzida pressiona cotações em SP.

Os valores do etanol estão em queda no mercado paulista. Na última semana (de 14 a 18 de novembro), o Indicador CEPEA/ESALQ do hidratado (SP) recuou 0,4% em relação ao período anterior, passando para R$ 1,874/l. Para o anidro, a baixa foi ainda maior, de 2,5%, com o Indicador a R$ 2,0567/l. Conforme pesquisadores do Cepea, compradores abastecidos seguiram com baixo interesse em novas aquisições.

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Do lado das usinas, algumas unidades que estavam ausentes nas últimas semanas se mostraram mais ativas, por conta da necessidade de ?fazer caixa?. Quanto ao Indicador ESALQ/BM&FBovespa do hidratado, posto Paulínia (SP), a entrada de etanol de outros estados, em específico de Mato Grosso do Sul, reforçou a pressão sobre as cotações.

O preço do hidratado posto usina de MS, somado ao valor do frete até a base de Paulínia, deixou o mercado pouco competitivo para algumas usinas paulistas. Assim, o Indicador fechou a R$ 1.799,00/m3 (sem impostos) nessa segunda-feira, 21, baixa de 1,5% sobre a segunda anterior.

AÇÚCAR/CEPEA: Vendedor recua e Indicador cai mais 1,7% na semana.

Os preços do açúcar cristal seguem caindo no estado de São Paulo. Nessa segunda-feira, 21, o Indicador CEPEA/ESALQ do produto cor Icumsa entre 130 e 180, fechou a R$ 97,53/saca de 50 kg, baixa de 1,7% em relação á segunda anterior.

De acordo com colaboradores do Cepea, nos últimos dias, vendedores estiveram mais flexíveis, reduzindo os valores de suas ofertas, diante do recuo comprador e das desvalorizações externas do açúcar demerara.

Desde o dia 25 de outubro, o Indicador vinha se sustentando na casa dos 100 reais por saca de 50 kg, mas, na semana passada, voltou a ficar abaixo desse patamar.

TRIGO/CEPEA: Dólar se valoriza, mas não estimula negócios no Brasil.

Mesmo com a recente alta do dólar, a comercialização de trigo voltou a perder força no mercado brasileiro. Segundo pesquisadores do Cepea, ainda que a valorização da moeda norte-americana possa gerar expectativas de maiores preços em 2017, já que encarece a importação e favorece a exportação, agentes brasileiros não têm interesse em negociar neste momento.

No geral, apenas triticultores sem espaço de armazenamento e/ou que precisam ?fazer caixa? que mostram interesse em vender o cereal no spot.

Do lado comprador, moinhos afirmam estar relativamente abastecidos e só adquirem a matéria-prima no mercado interno em caso de preços atrativos.

Entre 14 e 21 de novembro, o preço médio do trigo CEPEA/ESALQ no Rio Grande do Sul caiu 2,5%, fechando a R$ 531,95/t nessa segunda-feira, 21.

Fonte: Cepea.

Equipe Agron

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