Cepea: Indicador cotação etanol, açúcar e trigo

ETANOL/CEPEA: Valores caem em SP e alta de quase dois meses é interrompida.

Os valores do etanol caíram na última semana, interrompendo uma sequência de altas que vinha sendo observada há dois meses, tanto para o anidro como para o hidratado. Além da necessidade de algumas usinas de abrir espaço nos tanques, a proximidade do período de pagamento de despesas de início de mês fez com que parte dos vendedores cedesse nos valores de negociação. Do lado da demanda, segundo pesquisadores do Cepea, poucos volumes foram adquiridos em função de compras realizadas anteriormente. Entre 24 e 28 de outubro, o Indicador CEPEA/ESALQ (estado de São Paulo) do etanol hidratado foi de R$ 1,9007/litro, 0,3% menor que na semana anterior. Para o anidro, o Indicador semanal CEPEA/ESALQ (estado de SP) fechou em R$ 2,093/litro, baixa de 0,7% em igual comparativo.

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AÇÚCAR/CEPEA: Indicador ultrapassa os R$ 100/SC.

O preço do açúcar cristal negociado no mercado spot paulista segue em alta, atingindo R$ 100,00/saca de 50 kg, o maior patamar nominal de toda série histórica do Cepea. No dia 31 de outubro, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar cristal, cor Icumsa entre 130 e 180, fechou em R$ 100,88/saca, aumento de 1,5% em relação ? segunda anterior, 24. Mesmo com a produção de açúcar crescendo e com a demanda desaquecida no mercado spot, representantes de usinas tem elevado os valores de suas ofertas de venda. Conforme pesquisadores do Cepea, esse cenário pode estar atrelado ao maior direcionamento do açúcar produzido no Brasil ao mercado externo. Segundo a Secex, as exportações em 2016 (de janeiro a setembro) estão 33% superiores à do mesmo período de 2015. Além disso, usinas já estão antecipando o encerramento da safra deste ano, podendo haver uma entressafra mais prolongada.

TRIGO/CEPEA: Queda no valor do grão é repassada aos derivados.

Os preços do trigo em grão e dos derivados (farelo e farinha) encerraram o mês de outubro em queda. Para o grão, os valores foram influenciados pelo avanço da colheita e pela queda do dólar. No caso do farelo, a pressão vem da maior disponibilidade de trigo em grão e da consequente queda nos preços desta matéria-prima. Para o setor de ração animal, o trigo em grão chega a estar mais competitivo que o farelo ? colaboradores do Cepea afirmam que muitas indústrias tem utilizado o trigo em grão para a composição da ração, no intuito de diminuir os custos. Quanto ao mercado de farinhas, as cotações também acumulam recuo em outubro. Compradores seguem retraídos, sem interesse em adquirir novos lotes no curto prazo e em fechar contratos, visto que estão na expectativa de preços menores em novembro. Nessa segunda-feira, 31, o preço médio do trigo CEPEA/ESALQ no Rio Grande do Sul fechou em R$ 593,91/t, queda de 3,14% em sete dias e de 12,65% no mês. No Paraná, o valor médio do cereal foi de R$ 633,06/t na segunda-feira, 0,23% menor na semana e 2,39% no mês.

Fonte: Cepea.

Equipe Agron

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