Demanda interna menor faz cotação do boi gordo cair em julho.

 

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Diferencial de base entre São Paulo e Mato Grosso se encontra em um dos menores níveis da história.

 

A conjuntura atual dos mercados do boi gordo paulista e matogrossense sinaliza para um momento inédito, o de menor diferença de preços entre as duas praças. Mesmo com escalas apresentando uma leve redução na semana atual, os preços do boi gordo e da vaca gorda também sofreram recuos em suas cotações. Segundo boletim do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o principal motivo que levou à retração é o atacado enfraquecido, um reflexo direto da demanda interna menor e do número elevado de indústrias frigoríficas que deixaram de fazer compras na última semana.

 

Para São Paulo, o que se vê são as duas máximas da economia – oferta e demanda – pressionando os preços. Assim, se há maior saída de animais dos confinamentos paulistas, lotes de boiadas vendidas no “termo” e preenchimento de escala com gado de praças vizinhas, há, também, uma demanda interna fraca, resultando em cotações menores do boi gordo.

 

Mato Grosso não compartilha na totalidade dos mesmos eventos da praça paulista, sendo semelhante somente o atacado com osso, que está enfraquecido. Assim, até as últimas cotações disponíveis de julho deste ano, o diferencial de base entre São Paulo e Mato Grosso está em 8,25%, o menor da história. O momento é favorável aos bovinocultores de corte matogrossenses, pois eles não deixaram de receber preços médios inferiores a R$ 110,00/@, mesmo com as oscilações do mercado.

 

Atacado

Todas as proteínas pesquisadas pelo Imea, carne bovina, de ave e de suíno, sem exceção, subiram no mês de julho no atacado. Em números, os levantamentos de campo estão mostrando que até o momento, na comparação com o mês anterior, os preços subiram 0,15% para carne de aves, 1,84% para carne bovina e 3,00% para carne suína.

 

Em média, o preço dos principais cortes de frango está em R$ 9,13/kg, de carne bovina, R$ 17,48/kg, e de carne suína, R$ 11,55/kg. Esse cenário é hostil ao consumidor, já que não permite uma substituição de produtos, sem acréscimo no preço. Porém, revela que na outra ponta da cadeia os preços ao produtor estão em patamares maiores, sendo normal essa transmissão de valores chegar aos supermercados.

 

Fonte: CANAL RURAL COM INFORMAÇÕES DO IMEA.

Equipe Agron

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