Expocafé lança sua 17º edição em Minas Gerais

O evento é realizado em Três Pontas e reúne mais de 24 mil participantes de 4 a 6 de junho.

 

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Seguindo a tradição desde 2005, a Expocafé lança sua 17º edição do dia 4 a 6 de junho. O evento, considerado o maior do Brasil no agronegócio café, será realizado na Fazenda Experimental da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais – Epamig, em Três Pontas (MG). O objetivo é promover a troca de conhecimento e experiências entre pesquisadores, produtores, técnicos, empresários e demais interessados no agronegócio café, além de apresentar tecnologia para modernizar a atividade cafeeira. A iniciativa é da Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Três Pontas – Cocatrel e da Epamig, apoiada pela Universidade Federal de Lavras – Ufla. A Epamig e a Ufla são integrantes do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.

 

Sobre a Expocafé – Representa grande oportunidade de incentivo ao empreendedorismo, estimula parcerias, potencializa trabalhos dos produtores de café e diversifica negócios. De acordo com presidente da Epamig, Marcelo Lana Franco, a feira é uma vitrine que contribui para estimular o cafeicultor a buscar novas tecnologias com vistas a garantir inovação na cafeicultura brasileira. Além disso, a pesquisa agropecuária tem trabalhado no sentido de garantir à cafeicultura mineira liderança na produção nacional de café. “O Brasil é o maior produtor de café do mundo e, Minas, o maior estado produtor de café e de cafés especiais. Parte dessa construção é resultado das pesquisas desenvolvidas pela Empresa e instituições ligadas ao Consórcio Pesquisa Café”, afirma.

 

A Fazenda Experimental da Epamig é referência em pesquisa de cafeicultura na região e possui mais de 40 cultivares de café resultantes do programa de melhoramento genético do cafeeiro, coordenado pela própria Empresa. Atualmente estão sendo pesquisados mais de 500 materiais genéticos, alguns já avaliados e adaptados para atender às necessidades específicas de produtores de diferentes regiões.

 

A feira contará ainda com maquinário em geral: colheitadeiras, secadores, tratores, guinchos hidráulicos, roçadeiras, adubadeiras, plantadeiras, podadeiras, sopradores, pulverizadores, lavadores, derriçadeiras, entre outros produtos e serviços. A expectativa é de que mais de 24 mil pessoas visitem o local nos três dias, gerando negócios da ordem de R$ 220 milhões.

 

Simpósio de Mecanização da Lavoura Cafeeira – No dia 3 de junho, antecedendo à abertura da exposição, será realizado, no mesmo local e horário, o 5º Simpósio de Mecanização da Lavoura Cafeeira. O intuito é proporcionar o intercâmbio de informações sobre tecnologias e produção mecanizada.

 

O Simpósio pretende reunir cerca de 500 participantes – entre pesquisadores, professores universitários, técnicos e cafeicultores – para discutir assuntos de inovações tecnológicas, tendências da colheita mecanizada e efeitos da seca na produtividade do café. Além disso, haverá debate sobre nutrição do solo visando à cafeicultura de precisão e redução dos custos da mecanização da lavoura cafeeira.

 

Segundo o professor da Universidade Federal de Lavras – Ufla Fábio Moreira da Silva, serão tratados também no Simpósio assuntos como sistema de pulverização eletrostática do cafeeiro, implantação de lavoura mecanizada e uso eficiente de máquinas. “Entre 50% a 60% das lavouras cafeeiras do Sul de Minas, por exemplo, são mecanizadas; portanto, o debate não é mais colheita mecanizada versus manual e, sim, buscar mais eficiência e reduzir custos com a gestão do processo”, explica.

 

O pesquisador da Epamig e também coordenador do Simpósio, Gladyston Rodrigues Carvalho, ministrará palestra sobre “Tecnologias para manejo sustentável da lavoura cafeeira”, destacando tecnologias da Empresa sob os aspectos de produtividade, mecanização e qualidade. “Vamos falar sobre as tendências do plantio de café para lavouras mecanizadas, tipos de poda adequados, época do corte e manejo do solo”, disse.

 

Além disso, pesquisadores da Epamig irão apresentar duas estações de campo: uma, sobre a broca-do-café (por Júlio César de Souza), na qual os produtores serão orientados em relação às novas formas de controle e combate da praga com aplicação de produto e a importância do monitoramento nos cafezais; e, outra, sobre a cultivar Paraíso MG H 419-1, (por Sérgio Elias Botelho e Gladyston Rodrigues Carvalho), em que os participantes receberão recomendações sobre o manejo adequado da lavoura para adoção dessas cultivar pela cafeicultura de montanha.

 

Fonte: Embrapa Café.

Equipe Agron

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