Comércio mundial crescerá 4,7% em 2014

O comércio mundial aumentará 4,7% em 2014, mais do que o dobro do ano passado (2,1%), projeção que sinaliza uma melhora da economia internacional, mas que ainda não significa o retorno ao 5,3% de crescimento médio dos últimos vinte anos.

 

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Os números foram apresentados nesta segunda-feira em Genabra e fazem parte do relatório anual da Organização Mundial do Comércio (OMC).

 

O organismo considera que atualmente os riscos nos países desenvolvidos são menores do que no passado imediato, mas aumentaram nas economias em desenvolvimento.

 

Segundo a análise da OMC, as trocas comerciais aumentaram apenas 2,1% em 2013 em termos de volume, o que para o diretor-geral da organização, o brasileiro Roberto Azevêdo, demonstra a letargia que o comércio segue sofrendo.

 

Ao apresentar as projeções da OMC, Azevedo ressaltou que o crescimento de 2014 será “modesto” já que nem sequer chega à média histórica, mas pelo menos indica “que estamos em boa direção”, caminhando para a consolidação desta melhora em 2015.

 

O comércio internacional será estimulado, por mais um ano, pela Ásia, cujas exportações crescerão 6,9%, enquanto as importações subirão 6,4%, uma melhoria sólida em relação ao 4,6% e ao 4,5% de 2013.

 

“A Ásia lidera o caminho”, disse o economista Robert Teh, para quem as projeções para este ano partem da expectativa de que haverá uma recuperação relativa da demanda e da atividade econômica na Europa nos próximos dois anos.

 

O economista lembrou que, mesmo com a crise, o bloco comunitário representa dois terços do comércio mundial, o que explica sua importância para outras regiões.

 

Por sua parte, Azevêdo esclareceu que os números representam a “melhor estimativa” da OMC e estão baseadas no cenário internacional atual.

 

O diretor frisou que as projeções podem ser revisadas em baixa em caso de alguma nova crise, como por exemplo a situação na Ucrânia.

 

“É muito difícil prever o momento e o impacto de uma crise, que pode vir de questões econômicas ou geopolíticas. Dependendo do tamanho, do momento e de sua natureza, seu impacto pode ser muito diferente”, disse o chefe da organização intergovernamental.

 

A OMC já teve que revisar no ano passado sua previsão inicial de crescimento do comércio na Europa, rebaixada de 3,3% para 2,5%, embora no final tenha sido de apenas 2,1%.

 

A revisão se deveu ao fato da recessão na União Europeia não ter terminado no primeiro trimestre do ano passado, mas no segundo, o que significou que a recuperação de sua atividade econômica foi mais lenta que o esperado.

 

Fonte: GLOBORURAL.

Equipe Agron

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