Soja: Colheita comprometida em Mato Grosso

Clima pode determinar prejuízos em colheita de soja em MT; volume de chuvas preocupa os produtores.

 

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Por conta de uma semeadura concentrada em Mato Grosso, com quase 45% da safra de soja 2013/14 plantada em apenas 15 dias no mês de outubro, há boas chances de que grande parte da área esteja pronta para colheita em um curto período de tempo.

 

O problema foi ocasionado pela falta de chuvas o que fez os produtores aguardarem boas condições para colocar o grão no solo. De acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), com a projeção da concentração da semeadura, possivelmente a maior parte da área estará pronta para colheita entre 09 de fevereiro e início de março.

 

O processo de retirada da produção pode ser complicado pela questão climática, pois há previsões de elevados volumes de chuvas em fevereiro, especificamente para segunda quinzena, explica Celso Oliveira, meteorologista do Somar Meteorologia. “Haverá uma concentração maior após o dia 15, com maior potencial para invernada, e o excesso de chuva será maior que o ano passado, suficiente para trazer problemas na colheita.” Ele lembra que as regiões Oeste e Norte serão as mais penalizadas pelo volume concentrado de chuvas.

 

Até o momento foram colhidos 10,6% da área total, a região Oeste é a mais adiantada, com 20,3% da área colhida e a Norte é a mais atrasada com a 2,3%. Segundo o analista de grãos do Imea, Ângelo Ozelame, os volumes de chuva devem superar as médias dos últimos cinco anos, e se comparado à safra passada, pode chover até 100 mm a mais nesta temporada.

 

“Por enquanto são previsões, mas se forem confirmadas devem prejudicar o andamento da colheita e consequentemente a qualidade do grão, refletindo em uma menor produtividade”, observa ele. Segundo Nery Ribas, diretor técnico da Aprosoja, a situação atual é um pouco preocupante, porque há muitas áreas dessecadas, que precisam ser colhidas nos próximos dias e se o tempo não colaborar, poderão surgir os primeiros reportes de prejuízos devido à impossibilidade de retirada dos grãos das lavouras.

 

“É fundamental verificar sempre as previsões climáticas antes das dessecações para que a soja colhida esteja dentro dos padrões exigidos.” O diretor técnico, também alerta que a maior concentração na colheita pode acarretar filas nos armazéns, isso se o clima permitir que o grão seja retirado do solo e em boas condições.

 

Fonte: Diário de Cuiabá.

Equipe Agron

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