Sequelas do tamanho da crise inter- nacional, que desde 2008 se espraia pelo mundo, estão comprometendo grandes conquistas globais, especialmente os acordos de organismos multilaterais. A Organização Mundial do Comércio (OMC), por exemplo, capitaneada pelo brasileiro Roberto Azevêdo, está fracassando em pontos fundamentais da regulação mundial do comércio da Rodada de Doha.

 

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Ontem as negociações da organização, em Genebra, chegaram a um impasse e Azevêdo apelou para um solução política afirmando que caberá aos ministros do comércio das nações-membros resolverem as diferenças durante a reunião em Bali, no próximo mês. Retrocessos de última hora e dificuldades locais específicas são os culpados pelo fracasso das negociações prévias em Genebra.

 

O próprio Azevêdo admitiu ontem, em entrevista, que as negociações em Genebra, tanto no nível da diplomacia, como no nível técnico, foram o mais longe que esse nível de plenipotenciários na OMC dos países podia chegar. Ele afirmou que daqui para frente o sucesso da implantação dos princípios de Doha “requer apelos políticos”.

 

O acordo proposto até ontem incluía elementos da Rodada Doha de negociações comerciais, que foi iniciada em 2001, mas fracassou repetidamente na busca por um acordo na década seguinte. As questões mais graves não resolvidas abririam precedente para outras nações buscarem isonomia, comprometendo todo o acordo.

 

Esses pontos incluem um plano indiano para estoque de safras, que estaria isento das regras da OMC sobre subsídios. Uma contestação formal ao embargo econômico dos EUA a Cuba. A Turquia tem preocupações sobre as novas regras a respeito de trânsito de mercadorias.

 

E a América Central resiste firmemente à eliminação dos despachantes aduaneiros. Isso só para ficar nas questões mais insolúveis, mas há outras, como querelas comerciais de fronteiras ao redor da União Europeia, por exemplo, especialmente de países não membros, que também contam ponto contra. Com todos esses desafios jogados para o encontro de ministros em Bali, no próximo ano, a OMC pode se tornar obsoleta, quanto a seus propósitos, sob comando de um brasileiro.

 

Fonte: DCI – Diário do Comércio & Indústria.

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