Plantio da soja 2013/14 avança nas lavouras do RS

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Apesar das intempéries climáticas das últimas semanas, os produtores gaúchos seguem o plantio da soja no Rio Grande do Sul. O trabalho nas lavouras começou na última semana de outubro, atingindo hoje aproximadamente 48% dos 4,85 milhões de hectares estimados para a safra 2013/2014.

 

Em anos anteriores, nessa mesma época, o índice médio de semeadura era de 37%. Segundo o engenheiro agrônomo Alencar Paulo Rugeri, assistente técnico estadual em soja da Emater/RS-Ascar, fora os percalços causados pela chuva, de maneira geral o cultivo se desenrola normalmente nas propriedades, com expectativa de 12,7 milhões de toneladas e produtividade de 2.629 quilos por hectare.

 

A região mais adiantada no plantio é a metade norte do Estado, tradicionalmente a maior produtora. A região central, especialmente nos municípios do Vale do Rio Pardo, é onde os produt ores sentem os reflexos mais negativos dos temporais. A instabilidade vem atrasando o plantio da soja, mas por enquanto ainda não chega a ser uma ameaça para o andamento da safra, cujo zoneamento agrícola segue até 31 de dezembro.

 

Em Santa Cruz do Sul, segundo o engenheiro agrônomo do escritório municipal da Emater/RS-Ascar, Assilo Martins Corrêa Junior, a implantação dos 2 mil hectares chegou a 10% na última semana. “Estamos um pouco atrasados em função do tempo, mas a expectativa é de que o trabalho se intensifique daqui em diante”, ressalta. O especialista reforça, no entanto, que os plantadores devem estar atentos à época correta de plantio, que é determinante para a produtividade das lavouras.

 

“No verão sempre há o risco de falta de chuva, o que causa problema no desenvolvimento do cultura.” Atualmente o município te m cerca de 40 sojicultores, concentrados principalmente nas localidades de Rio Pardinho, São José da Reserva, Cerro Alegre e Quarta Linha Nova Baixa.

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O produtor rural Léo Tornquist, de 48 anos, está com os 50 hectares destinados à soja prontos para o plantio. Após rotacionar a área com aveia na entressafra, ele espera o clima se estabilizar para intensificar o serviço das máquinas na lavoura, em São José da Reserva. A situação se repete em outras propriedades da localidade, que registrou 350 milímetros de chuva apenas no temporal do dia 15 de novembro. A expectativa de Tornquist é repetir a produtividade do ano passado, quando colheu 60 sacos por hectare.

 

Fonte: Gazeta Grupo de Comunicações.


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