Preço do leite fecha praticamente estável

Leite/CEPEA: Pela primeira vez no ano, preço fecha praticamente estável.

 

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Depois de subir com força no correr de todo este ano, o preço do leite pago ao produtor em outubro registrou estabilidade, considerando-se a “média nacional” do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Em alguns estados, no entanto, os preços chegaram a cair pela primeira vez em 2013.

 

O preço médio bruto nacional (que inclui frete e impostos) foi de R$ 1,1178/litro em outubro, ligeiramente superior ao do mês anterior (0,15%), mas expressivos 20,6% acima da média verificada em outubro de 2012, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de setembro/13). Quanto ao preço líquido médio (sem frete e impostos), foi de R$ 1,0390/litro em outubro, alta de 0,12% frente ao anterior. Estas médias, calculadas pelo Cepea, são ponderadas pelo volume captado em setembro nos estados de GO, MG, PR, RS, SC, SP e BA.

 

A estabilidade no preço em outubro não surpreendeu agentes do setor. Muitos já estavam atentos ao enfraquecimento da demanda no mercado atacadista. Além disso, houve aumento da produção de leite no campo. Com o retorno das chuvas, os pastos têm se recuperado, resultando em elevação da produção nacional de leite.

 

De acordo com o Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L/Cepea), o volume comprado pelos laticínios/cooperativas em setembro aumentou 2,62% em relação ao de agosto. Este crescimento foi puxado pela produção do Sul do País, de Minas Gerais e também de Goiás. Em São Paulo, o volume captado ficou praticamente estável (0,16%). Já na Bahia, houve expressiva redução na captação, de 7,41%.

 

Para o próximo mês, a expectativa de representantes de laticínios/cooperativas consultados pelo Cepea é de queda e/ou estabilidade nos preços. Entre os compradores entrevistados, praticamente a metade dos agentes consultados (49%), que representa 41,2% do leite amostrado, acredita que haverá baixa nos valores em novembro. Outros 44,2% dos operadores, que representam 44,6% do volume amostrado de leite neste mês, indicam estabilidade nos preços. Apenas 6,7% dos agentes têm expectativa de alta.

 

No mercado de derivados, os preços caíram em outubro. No atacado do estado de São Paulo, o leite UHT e o queijo muçarela se desvalorizaram 0,59% e 0,49%, respectivamente, negociados a R$ 2,32/litro e a R$ 13,10/kg na média do mês (cotados até o dia 28).

 

Alguns atacadistas afirmam que mantêm os preços elevados para poder cobrir prejuízos que tiveram em meses anteriores, devido aos altos valores da matéria-prima. Esta pesquisa de derivados do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL).

 

Ao produtor – Em outubro, o preço bruto do leite pago ao produtor apresentou relativa estabilidade em praticamente todos os estados acompanhados pelo Cepea, com exceção do Paraná, onde houve alta de 2,34% (ou de 0,0255 centavos/litro), com a média a R$ 1,1182/litro.

 

Dentre os estados que compõem a “média Brasil”, Minas Gerais teve o maior preço em outubro, de R$ 1,1573/litro, seguido por Goiás, com média de R$ 1,1568/litro, São Paulo, de R$ 1,1152/litro, Paraná, de R$ 1,1182/litro, Santa Catarina, de R$ 1,0760/litro, Rio Grande do Sul, de R$ 1,0524/litro e, a Bahia, de R$ 1,0500/litro.

 

Já quanto aos estados que não compõem a “média Brasil”, houve alta de 2,35% no Espírito Santo, de 2,01% no Rio de Janeiro, de 1,5% em Mato Grosso do Sul e de apenas 0,73% no Ceará.

 

Fonte: Cepea/Esalq.

Equipe Agron

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