Soja fecha em campo negativo na Bolsa de Chicago

Com um movimento de realização de lucros no final da sessão regular desta quinta-feira (24), a soja fechou o dia em campo negativo na Bolsa de Chicago. As perdas, no entanto, não chegaram a 2 pontos nos contratos mais negociados e os primeiros vencimentos, novembro/13 e o janeiro/14, permaneceram na casa dos US$ 13 por bushel. Durante todo o pregão regular, o mercado operou em alta, com sustentação na firme demanda mundial pela soja norte-americana.

 

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Nesta quinta, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou números das exportações da semana de 27 de setembro a 3 de outubro com números que se aproximaram de 1 milhão de toneladas, confirmando essa demanda muito forte. O mercado internacional de farelo de soja também segue muito aquecido, exercendo importante e significativa influência positiva sobre os preços do grão em Chicago. As vendas do produto, na mesma semana, reportadas pelo USDA ficaram em 850 mil toneladas enquanto as expectativas variavam entre 150 mil e 250 mil toneladas.

 

A venda semanal foi a maior desde 1991, quando, em um mesmo intervalo de tempo, foram vendidas 664 mil toneladas. Assim, os preços são estimulados pelo ajustado quadro de oferta e demanda, e registram valores historicamente altos. Segundo Liones Severo, consultor de mercado do SIM Consult, o derivado de soja tem sido negociado, mundialmente, entre US$ 80 e US$ 100 por tonelada curta, números acima do que vêm sendo registrados em Chicago.

 

Nesse ritmo, os Estados Unidos deverão somar, nos próximos dias, ainda segundo Severo, 30 milhões de toneladas de soja vendidas das 37 milhões de toneladas destinadas para a exportação até 31 de agosto de 2014, e o farelo, 5 milhões das 8,2 milhões de toneladas estimadas pelo USDA.

 

“Dentro dessa tendência de ritmo de vendas, na qual o Brasil e a Argentina não estão oferecendo o farelo que o mundo precisa, os EUA terá um grande problema com a soja e o farelo, exportando provavelmente até o mês de dezembro deste ano”, acredita o consultor. Para Severo, os números de oferta e demanda que o departamento norte-americano traz no próximo dia 8 de novembro têm de ser altistas o suficiente para provocar uma alta expressiva nas cotações que sejam capazes de frear a demanda, ou seja, o racionamento por preços altos.

 

A consequência, de acordo com o consultor, será preços mais atrativos e remuneradores para os produtores brasileiros mais adiante. O que agrava esse cenário de aperto de oferta é a situação climática nos Estados Unidos. Em alguns estados como Iowa, Illinois, Dakota do Sul e Minnesota, a colheita se desenvolve sob a incidência de neve.

 

Ao mesmo tempo, diante desse cenário, com a colheita se encaminhando para a fase final, os produtores norte-americanos retém seu produto, seguram suas vendas e aguardam por melhores momentos para comercializar.

 

Fonte: Notícias Agrícolas Carla Mendes.

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