Falta de investimento trava o crescimento da cultura do girassol no país.
A instalação de novas indústrias e a falta de investimentos tecnológicos travam o crescimento da cultura do girassol no país. A área projetada para a safra 13/14 deve ser a mesma da temporada passada, em torno de 68,7 mil hectares, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A produção brasileira deve registrar um leve aumento de 0,6%, passando para 108,8 mil toneladas, considerando um produtividade média de 1,5 mil quilos por hectare.
Para os produtores e especialistas do setor, a cultura tem potencial de crescimento, principalmente na agricultura familiar. No entanto, é preciso obedecer alguns critérios, como a necessidade de instalação de indústrias próximas as lavouras. “O custo com transporte pode ficar mais caro que a soja, por exemplo. Isso porque, em caminhão que caberia 35 toneladas de soja, de girassol chegaria a 20 toneladas apenas”, explica o produtor Sérgio Stefanello, que tem uma área de 4 mil hectares em Campo Novo dos Parecis e produz até 7 mil toneladas de girassol em uma safra.
Conforme o agricultor, o óleo de girassol produzido é exportado, mas o farelo, usado para a alimentação de animais, é consumido no mercado local. Ele destaca que está sendo desenvolvido em Campo Novo dos Parecis um parque industrial. A região é responsável por produzir quase 90% do girassol cultivado em Mato Grosso.
O estado, por sua vez, é o maior produtor brasileiro do grão, levando em conta uma produção de 85 mil toneladas em uma área de 50 mil hectares. Para Stefanello, apesar do avanço , a cultura necessidade de novas tecnologias para ampliar a produção. “A cultura do girassol em Mato Grosso vem se consolidando nos últimos anos. É uma cadeia em evolução”, acrescenta o professor de agronomia da Universidade Federal de Mato Grosso, Aluísio Borba Filho. Conforme ele, essa evolução incentiva a geração de empregos no estado.
O professor destaca que a expansão da cultura está atraindo novas empresas para Mato Grosso. “ As indústrias estão mais confiantes em investir no estado, isso porque identificaram um potencial de crescimento da cultura”. o engenheiro agrônomo da Petrobras, Gustavo Teixeira Heleno, acredita que o incentivo da produção de óleo de girassol dentro da agricultura familiar contribui para a expansão da cultura. Ele explica que por lei é obrigatório que 30% do óleo de girassol adquirido pela estatal seja dos pequenos produtores.
Heleno explica que os grandes produtores não tem interesse pela cultura, porque preferem o cultivo da soja. “Sabemos que o girassol não irá competir com a soja, por exemplo, que tem um valor agregado maior. Mas a oleaginosa é responsável por elevar o preço do girassol”, ressalta. Já os pequenos produtores, conforme o representante da Petrobras, conseguem reduzir o custo de produção. “Os grandes precisam adaptar maquinários de outras culturas para o cultivo do girassol. Na agricultura familiar é usada a mão de obra”.
Fonte: Agrodebate Vivian Lessa.
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