Produtor do PR ganha mais pelo leite, mas varejo sente impactos dos preços.
O preço médio do leite recebido pelos produtores cresceu 26% em agosto deste ano no Paraná, na comparação com o mesmo mês de 2012. Em valores, o litro da bebida avançou de R$ 0,80 para R$ 1,01 entre os períodos, segundo avaliou o Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento.
Segundo o médico veterinário Fábio Mezzadri, esta valorização também refletiu em acréscimos no varejo. “No mercado varejista paranaense, as altas também foram significativas, em relação ao ano passado, acompanhando os valores da matéria-prima pago aos produtores”, destaca o representante, em relatório do Deral.
Conforme levantamento do Deral, entre os produtos lácteos, o que apresentou maior alta no mercado varejista, comparando-se agosto de 2012 a agosto de 2013, foi o leite longa vida, em 41,4%. Ou seja, passou de R$ 1,81 para outros R$ 2,56, indicou pesquisa do Departamento.
“Um dos motivos para tal fato foi o crescimento do consumo do produto observado nos últimos anos”, elenca ainda Mezzadri, em relatório de mercado do leite paranaense. A publicação também elenca que além do aumento do consumo do leite longa vida de outros derivados lácteos, outras causas concorrem para o aumento das cotações nacionais dos lácteos.
“O comportamento atípico do clima nos Estados da região Sul, com frio intenso, severas geadas, excesso de chuvas em algumas épocas, assim como a estiagem em outras, prejudicou em muito as pastagens, fazendo diminuir a produção das vacas leiteiras, ocasionando consequentemente queda na oferta do produto”, indica a análise.
Além do aumento no consumo e na redução da oferta interna, devido aos fatores climáticos, os preços do leite praticados no mercado externo, também estão elevados neste ano, superiores a US$ 5 mil a tonelada, quase o dobro do ano passado quando as cotações estavam em US$ 2,8 mil a tonelada, também indica o mesmo relatório do Deral.
Na publicação, ao tratar ainda das cotações, o médico veterinário aponta que elas devem sofrer baixa, ao término da entressafra, a partir do final de setembro a outubro, quando ocorre maior intensidade de chuvas, aumento das temperaturas e recuperação das pastagens, com consequente aumento de produção e retomada de oferta especialmente na região Sul.
“Além disso, em outubro começa a entrar no mercado maior quantidade de leite proveniente dos Estados do Sudeste e Centro-Oeste”, concluiu Mezzadri, no relatório.
Fonte: Agrodabate.
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