Contribuição para a alta do boi gordo

Menor número de animais confinados contribui para a alta do boi gordo.

 

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Tem menos bois comendo no cocho este ano no país, segundo a Associação Nacional dos Confinadores. Depois dos problemas enfrentados em 2012, quando o custo da ração disparou e o preço da arroba não reagiu, os pecuaristas ficaram cautelosos. Agora em 2013, os pecuaristas fecharam 3,3 milhões cabeças, 200 mil a menos do que no ano passado.

 

“Isso por conta dos custos de produção no primeiro semestre, o baixo enchimento dos confinamentos no primeiro semestre e a grande variação da produção em grandes confinamentos”, avalia Bruno Andrade, diretor da Assocon.

 

Com a oferta reduzida, funciona a velha lei de mercado. Para poder comprar bois agora na entressafra, os frigoríficos pagam mais. Um bom momento para pecuaristas que têm gado no confinamento, como Luis Darlan de Goiânia. Ele fechou dez mil animais e tem feito negócios em um valor acima da mesma época do ano passado.

 

Até o momento o criador já mandou três mil animais para o abate e conseguiu em média, seis reais a mais por arroba. Ou seja, um boi de 18 arrobas está dando um rendimento de 108 reais a mais do que no ano passado. “Em 100 bois seria pouco, mas em quantidades maiores, 10 mil bois, agrega muito mais, mais de milhão”, diz Luís Darlan, pecuarista.

 

O cenário é bem mais favorável do que o do ano passado. Mas Luís quis diminuir os riscos e desta vez e procurou reduzir as despesas. Pra isso, mudou a fórmula da ração. Agora, é composta por 90% de milho, um produto que está com o preço mais em conta em Goiás.

 

“O milho está em torno de 25% mais barato que no ano passado. Reduzimos os custos, eficiência na qualidade de produção, a lei da oferta e da procura – tendo escalas menores no frigorífico – essa equação fecha em lucros melhores, tendo o esquecimento do ano passado, que foi terrível”, avalia o criador.

 

Fonte: Globo Rural.

Equipe Agron

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