CNA defende união de produtores e exportadores para garantir crescimento do setor de frutas.
De olho em mercados tão importantes quanto o brasileiro, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) decidiu intensificar as ações voltadas para a promoção de produtos agropecuários no exterior.
O tema foi discutido nesta terça-feira, em Brasília, durante reunião de exportadores de frutas frescas. Representantes de 30 empresas exportadoras, responsáveis por 90% dos embarques de frutas frescas do Brasil, participaram do encontro, realizado na sede da CNA.
Apoiar o fortalecimento da cadeia de frutas, assim como a de outros setores da agropecuária, é determinação da presidente da CNA, senadora Kátia Abreu, afirmou o presidente do Instituto CNA, Moisés Gomes, durante a reunião.
Ele lembrou que a confederação tem solicitado ao governo federal a inclusão de representante do setor agropecuário no conselho da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex). O pedido foi encaminhado ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel.
Para reforçar as ações, a recém-criada Superintendência de Relações Internacionais da CNA faz um importante trabalho na identificação dos entraves e na formulação de propostas de aberturas de novos mercados, inclusive para o setor de frutas, contou o presidente do ICNA.
Segundo ele, a senadora Kátia Abreu tem se empenhado pessoalmente em diversas missões internacionais, voltadas para a abertura de novos mercados, e está otimista com o resultado das iniciativas.
Citou dados da Ásia, que ampliou em 508% as importações de frutas desde 2000. A China está investindo na produção de algumas frutas, em especial de cítricos. Ainda assim, importa mais de 40% do suco de laranja consumido no mercado interno, sendo o Brasil responsável por mais de 70% desse volume. Por isso, a CNA considera o país asiático um mercado potencial para nossas frutas frescas e outros sucos, como os de maçã e pêssego.
Diante das oportunidades de negócios ? não só para frutas, mas também para outros produtos agropecuários -, a CNA vai realizar nos dias 12 e 13 de novembro, em Pequim, um seminário para apresentar a empresários o potencial comercial entre os dois países. Os representantes do setor de frutas foram convidados para integrar a missão da CNA.
Europeus – Durante a reunião, a superintendente de Relações Internacionais da CNA, Tatiana Palermo, lembrou que o comércio de frutas com a União Europeia responde por 65% das exportações totais. Alertou, no entanto, para a importância de concluir o acordo de livre comércio com o bloco europeu, negociação iniciada há 15 anos.
Explicou que, a partir de janeiro de 2014, o Brasil perderá as preferências concedidas unilateralmente pelos europeus no âmbito do Sistema Geral de Preferências (SGP). No ano que vem, países como Chile, México, Colômbia, Peru e Costa Rica, fornecedores tradicionais para a União Europeia, continuarão vendendo frutas para o bloco, sem tarifa.
As exportações do Brasil, em contrapartida, serão tributadas em até 21,1%, no caso das uvas, dependendo da época do ano. O término do SGP vai colocar as nossas frutas em desvantagem em relação aos principais concorrentes do país, como o Chile, que exporta uvas com tarifa zero e já detém mais de 30% das importações europeias desse produto.
Registro ? Outros entraves para o crescimento da fruticultura no país foram debatidos na reunião de hoje. O presidente da Comissão Nacional de Fruticultura da CNA, Carlos Prado, citou a necessidade de agilizar o registro de defensivos para o setor. ?No Brasil, nós não temos condição de produzir frutas de forma competitiva enquanto não for regularizar a situação dos defensivos?, afirmou.
Fonte: Assessoria de Comunicação CNA.
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