Chicago: com demanda aquecida soja avança

Na sessão desta terça-feira (3), os futuros da soja operam com boas altas na Bolsa de Chicago. Por volta de 12h20 (horário de brasília), o mercado subia mais de 30 pontos nos principais vencimentos, à exceção do contrato setembro/13, que registrava ganhos de 16 pontos e era cotado a US$ 14,40/bushel.

 

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Mais cedo, as altas eram ainda mais expressivas, com os contratos mais negociados fechando o pregão regular com mais de 40 pontos de alta. No entanto, em um movimento técnico de correção por parte dos fundos, o mercado agora devolve parte dos ganhos. Porém, o cenário para os preços da soja no mercado internacional ainda é bastante positivo, haja vista que o principal fator que tem sido observado pelo mercado nesse momento é o clima bastante desfavorável nos Estados Unidos.

 

O Meio-Oeste norte-americano sofre há mais de três semanas com a falta de chuvas e as lavouras já começam a sentir com intensidade os danos causados pela falta do suporte de umidade do solo. Em muitas regiões de importantes estados produtores, a produtividade vem sendo drasticamente reduzida em função do tempo quente e das temperaturas bastante elevadas.

 

Em alguns locais, a estimativa para o rendimento do milho foi reduzido de 226 para 204 sacas por hectare e, da soja, de 68 para 65 sacas. Alguns agricultores já estão até mesmo acionando o seguro diante da forte estiagem. Para os próximos dias, o que as previsões indicam quase nenhuma chuva e, quando acontecem, são pouco volumosas e muito localizadas, o que as torna insuficientes para aliviar o estresse pelo qual estão passando as plantações.

 

“A soja está enchendo o grão agora e por isso precisa de água agora. Por isso, o mercado apresenta essas agressividades de alta, e salvo aconteça alguma chuva muito expressivo, a tendência de alta do mercado é muito firme”, afirma o consultor em agronegócio Ênio Fernandes.

 

Ao mesmo tempo, a forte demanda também oferece estímulo ao avanço das cotações, uma vez que, mesmo frente a essa seca, as vendas dos Estados Unidos para exportação da safra nova continuam acontecendo em ritmo acelerado. Cerca de 20 milhões de toneladas das 37,7 milhões estimadas para exportação já foram vendidas. “Há uma insegurança na oferta e uma demanda tentando antecipar esses problemas”, diz o consultor.

 

Fonte: Notícias Agrícolas Carla Mendes.

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