Custo de produção para milho 13/14

Custo de produção para milho 13/14 pode subir quase 14% em MT.

 

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Os custos de produção para a safra 2013/14 de milho em Mato Grosso podem se tornar 13,9% mais caros na comparação com o valor desembolsado em 2012/13 para semear cada hectare. É o que indicou o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Os desembolsos para lavouras de alta tecnologia podem passar de R$ 1.648 para R$ 1.877/ha, indica relatório da entidade. Serão R$ 229,1 a mais por cada hectare.

 

Segundo o Instituto, as despesas com os fertilizantes devem se tornar 29% maior na nova safra, subindo em média de R$ 407,67/ha para R$ 526,25/ha. Outro componente a registrar alta foi a mão de obra, em 48,5%, e as sementes, com acréscimo 13,4% ou R$ 43,5, fechando em R$ 368,4 para 13/14.

 

O analista do Imea, Ângelo Ozelame, disse ao Agrodebate que este é o período em que os produtores começam a renovar os estoques de insumos para produção de milho no Estado. “Este aumento previsto pelo Instituto é provocado pelo aumento do dólar, pelo incremento de novas tecnologias e pelo próprio aumento do custo de produto repassado às revendedoras pelas indústrias”. A referência para a análise é o mês de junho.

 

O gerente de uma casa agropecuária de Primavera do Leste, ao sudeste do estado, Rubens Martins, diz que tradicionalmente em agosto os produtores dão início às compras dos produtos que serão utilizados para a safra. “Como em agosto se inicia o período em que os produtores renovam os estoques de insumos, a demanda crescente pelos produtos colabora com a elevação dos preços”.

 

Enquanto o custo para cultivar a nova safra deve aumentar, o preço do cereal registra desvalorização. Em 18 de janeiro deste ano o preço médio da saca de 60 kg estava cotado em R$ 18,06, e na última sexta-feira (9) deste mês fechou em R$ 10,18. Isso configura uma redução de 43,6%.

 

Comercialização – A contabilização das negociações da segunda safra do milho 2012/13 até o dia 13 de julho chegou a 43,3% das 17,3 milhões de toneladas esperadas para a temporada.

 

Fonte: Agrodebate.

Equipe Agron

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