Preço do milho não possibilita renda

Desde o início do ano o milho vem sofrendo quedas em suas cotações e de maio em diante a situação tem se agravado ainda mais em Mato Grosso, acumulando queda de 29,16%. Mas o que tem preocupado muitos produtores mato-grossenses atualmente é a queda drástica de preços na primeira semana de julho, se equiparando com os custos de produção.

 

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As cotações atingiram os piores patamares no preço do grão desde setembro de 2010, quando a média da saca de milho foi de R$ 11,00, segundo o último Boletim Semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). A média registrada no estado na semana passada foi de R$ 11,54 por saca, valor abaixo do preço mínimo (R$ 13,02) pago pelo governo por meio dos contratos de opção, como forma de garantia de custos para o produtor e com objetivo de desafogar a produção.

 

E ainda menor diante do custo de produção, que gira em torno de R$ 18,16 por saca em uma safra com utilização de alta tecnologia, realidade mato-grossense, tendo como base o custo total que incluem os custos fixos. Segundo o analista de mercado do Imea, Ângelo Ozelame, não há previsão de melhoras no preço do milho. “A tendência é de queda diante da super safra dos Estados Unidos.

 

Só uma mudança na safra deles para alterar esse preço”, disse. Ele explicou que as quedas nos preços internacionais e a colheita no Brasil estão servindo para pressionar ainda mais para baixo os preços domésticos do cereal. Em contrapartida, Mato Grosso atingiu a melhor média de produtividade no levantamento parcial feito pelo Imea. Vinte e quatro por cento da área já foram colhidas até o momento.

 

A média parcial na região do Médio-Norte está em 120 sacas por hectare, 24 sacas a mais que o previsto. O analista explica que no início da safra são colhidos os melhores grãos do cereal, pois foram plantados na melhor época. A previsão do Imea é que a média fique em 96 sacas por hectare até o fim da colheita. Até o momento, apenas 36% da safra do grão foram comercializados, quando na mesma época do ano passado o volume era de 54%, uma variação de menos 18 pontos percentuais.

 

Fonte: Aprosoja

Equipe Agron

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