O intenso volume de caminhões em direção aos terminais portuários da margem esquerda do Porto de Santos, no Guarujá (SP), provocou nesta sexta-feira uma série de congestionamentos nas estradas da Baixada Santista, surpreendendo os motoristas, que se desacostumaram com os transtornos observados em fevereiro e março, início da safra de grãos para exportação. Não só a Rodovia Cônego Domênico Rangoni, a antiga Piaçaguera-Guarujá, apresentou excesso de caminhões. As estradas que integram o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) foram bastante atingidas, bem como a Rodovia Padre Manoel da Nóbrega. Em síntese, o tráfego da região travou nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira. Quem tentava descer ou subir a serra teve de se conformar com a espera.
Foram inúmeras as reclamações dos motoristas. A situação, que era complicada no decorrer da madrugada, quando os caminhões começaram a chegar, piorou às primeiras horas da manhã, quando a Polícia Rodoviária Estadual liberou o tráfego de veículos leves pelo acostamento. O policiamento foi reforçado em toda a região. Um helicóptero sobrevoou alguns trechos da Via Anchieta, a partir das 11 horas, a fim de evitar assaltos, que são comuns nessas ocasiões. Para os motoristas que costumam trafegar pelo SAI, esta quinta-feira, 23, foi o pior dia de congestionamento desde que começou o escoamento da safra de grãos, especialmente da soja procedente da Região Centro-Oeste do País. Os reflexos da paralisação de veículos foi sentido na Avenida Martins Fontes, na entrada de Santos, e em todo o centro da cidade.
O polo industrial de Cubatão também registrou dificuldades, uma vez que os ônibus de turno, que transportam os trabalhadores, nas primeiras horas da manhã, ficaram presos nos congestionamentos, retardando a entrada dos funcionários de diversas empresas. Os transtornos foram observados em Santos, São Vicente, Cubatão e Guarujá. Com a Rodovia Padre Manoel da Nóbrega parada, estudantes da área continental de São Vicente que frequentam os cursos em Cubatão deixaram os ônibus e caminharam a pé para chegar aos estabelecimentos de ensino e não perderem todas as aulas. Por volta do meio-dia, a situação começou a se normalizar e à tarde, apenas alguns focos de congestionamento foram observados, mas o tráfego teve maior fluidez.
Fonte: CPTran
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