EXPEDICAO SAFRA - PEDRO AFONSO - 21/02/13 - Economia - Expedicao Safra, Agronegocio. Na foto, milho colhido na Fazenda Bom Retiro em Pedro Afonso, Tocantins. FOTO: MARCELO ANDRADE. Agencia de Noticias GAZETA DO POVO
Paraguai desponta na produção de milho segunda safra, diz analista do Imea
Apesar de ter uma produção de milho segunda safra 3,5 vezes menor do que a de Mato Grosso, o Paraguai desponta como um dos maiores produtores do grão da América do Sul. O país vizinho deve colher no ciclo 2012/2013 uma safra recorde de 4 milhões de toneladas em uma área de 1 milhão de hectares.
Cerca de 80% dos produtores são brasileiros, os chamados brasiguaios. Na semana passada, o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Otávio Celidonio, apresentou a produção de milho de Mato Grosso para produtores da cidade de Katuete, no distrito de Canindeyú, maior produtor do grão do país, e constatou as semelhanças e diferenças entre as produções paraguaia e a mato-grossense.
Segundo Celidonio, a produção do Paraguai se assemelha muito à do Sul do Brasil, especialmente por conta do clima parecido. “O clima no Paraguai, principalmente no distrito de Canindeyú é frio e as geadas durante o desenvolvimento da cultura são uma preocupação constante dos produtores, enquanto que em Mato Grosso ficamos dependendo de boas chuvas para o desenvolvimento da cultura”, comenta o superintendente do Imea.
Por outro lado, a cultura está crescendo, se destacando e trazendo mais renda ao produtor, a exemplo do que acontece no Estado. As propriedades variam entre 350 hectares a 500 ha. O perfil dos produtores rurais do Paraguai é bastante interessante.
Cerca de 80% deles são brasileiros, os chamados brasiguaios, que vivem e produzem no país há mais de 30 anos. “Os produtores estão animados com a produção de soja e milho e trabalham de maneira tão profissional quanto os produtores mato-grossenses.
O país ainda tem áreas de pastagem nas regiões mais ao centro e no oeste que podem ser convertidas em agricultura, o que pode elevar a produção em até 20% nos próximos anos”, destaca Celidonio.
O convite para a palestra do superintendente do Imea foi feito pela Agridatos, empresa que faz projeções de safra no Paraguai. Segundo o responsável, Eloir Antônio, o desenvolvimento da produção de milho paraguaio está muito boa e a colheita deve começar em meados de maio e junho.
“Se tudo correr bem e as condições climáticas continuarem boas, teremos a maior produção de milho segunda safra da história do Paraguai”, disse Antônio. Logística – Uma característica positiva da produção paraguaia é a logística.
Enquanto para escoar a produção mato-grossense é necessário rodar mais de dois mil quilômetros por rodovias em más condições, no Paraguai a exportação de grãos é feita através de barcaças, via Rio Paraguai, que vão até o porto de Rosário, na Argentina, e de lá seguem para os destinos finais. O custo de frete gira em torno de R$ 70 enquanto entre Sorriso e o Porto de Santos, em São Paulo, o preço é em média R$ 250.
Fonte: Imea
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