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Comercializar o que se produz com modernidade

Como principal motor no atual mecanismo de impulsionamento do PIB nacional, a importância e o desafio do Agonegócio passam por um momento de grande intensidade histórica. Em tempos de incertezas, sentimento de crise e questionamentos, o Agro representa os esforços que têm obtido resultados. Em 2015, os chamados negócios do campo representaram 21,4% do PIB. Em 2016, um ano de recessão econômica para o país, o Agro deve fechar o ano com algo entre 2,5% e 3% de crescimento, segundo dados da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). A obtenção de tais resultados perpassa diversos fatores, com destaque para um, especificamente: a produtividade.

Aumentá-la é um desafio ilimitado. Quanto mais produtivo o Agronegócio se torna, maior também é sua necessidade por meios de produção que o auxiliem a crescer ainda mais, de modo sustentável. Hoje, já não faz mais sentido falarmos em um mercado “rural”. O mais adequado é dizermos “não-urbano”. O campo se modernizou. Está em processo de ampliar a adoção de tecnologias, hoje tão abundantes quanto indispensáveis.Drones sobrevoam e pulverizam lavouras. Avançados computadores auxiliam na seleção de embriões para fecundação de animais de abate. Ferramentas de gestão e sistemas automatizados mitigam o desperdício na alocação de recursos.

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Tais ganhos, porém, perdem potencial se a modernização não chega também à comercialização. Sem um mecanismo que assegure rapidez, transparência e segurança às transações de compra e venda, o ganho produtivo se dilui.

Na área da gestão, existe uma máxima: você não tem o que merece, mas o que negocia. Negociar, comercializar, comprar e vender bem representam parte essencial de qualquer resultado. No Agro, tão atrelado ao modelo de grandes operações e altos volumes financeiros, com margens de lucro pequenas, isso é ainda mais verdadeiro.

A ampla adoção da tecnologia na comercialização de commodities e insumos agrícolas é uma tendência que sofre resistência, devido a paradigmas e modos arraigados de negociação. Mas já está claro de que se trata de um processo irreversível. Importante não apenas para garantir eficiência e lucros às grandes operações, mas também como meio de inclusão do pequeno produtor, que ganha capilaridade e importância na cadeia. O Agro é tecnológico. O empresário não urbano é inovador. Comercializar online é necessário, garantindo maior acesso aos mercados, maior liquidez para as operações, com segurança e em ambientes cada vez mais profissionalizados. O futuro se faz presente: um novo hábito se inicia e vem se adensando.


Por Eder Campos, Diretor de Operações da CBC Negócios

Fonte Revista Cultivar

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