Para um país com sérios problemas de abastecimento alimentar, com carência proteica endêmica em muitas regiões, certamente a produção de proteína animal de boa qualidade e a custos reduzidos será uma importante contribuição. E sendo Mato Grosso do Sul, um estado vocacionado para a atividade da piscicultura banhado por duas grandes bacias hidrográficas, bacia do Rio Paraná e bacia do Rio Paraguai, contando com ampla biodiversidade e potencial pesqueiro que podem ser explorados de forma sustentável para geração de renda e ferramenta para alavancar as economias locais e por consequência a economia do estado.
No primeiro ano de criação da Superintendência de Pesca e Aquicultura do MS, visitamos 20 municípios onde se concentram os projetos de criação de peixes em tanques escavados, conforme território da APL.
Por ser este um projeto novo, conseguimos até agora acompanhar cerca de 800 produtores, e atender 30% das metas.
A execução do Projeto Peixe Vida lançado em setembro através do governo do estado, foi essencial para o diagnóstico e identificação dos produtores de cerca de 10 mil toneladas ano.
Ainda através da APL com incentivo do BNDES, a Secretaria de produção realizou a entrega para o projeto de piscicultura da cidade de Dourados, um Caminhão Truck: 0 Km, potência 260 CV, turbo intercooler, 10 marchas á frente e 3 á ré, cilindros, traçado 6×4, capacidade PBT 23.000Kg, capacidade máxima de tração PBTC 42.000 Kg.
O caminhão foi equipado com: Caixa transporte peixe, em fibra de vidro, registro, tampa superior, isolante térmico, dispositivo antivazante, sistema quebra onda, ferragem em aço inox, mangueira micro perfurada laser, capacidade 2.400 litros.
Plataforma truck, em aço carbono revestida com chapa alumínio antiderrapante, central oxigênio.
Ainda para a visita técnica e acompanhamento do projeto foi entregue um veiculo utilitário pick-up 0 km, potência 85 a 105 CV, ar condicionado, direção hidráulica, alarme, trava elétrica, tapetes, protetor de caçamba, capota marítima, carga útil 700 a 760 Kg.
Estes veículos estão à disposição dos produtores através da secretaria de agricultura da prefeitura de Dourados, e tem contribuído para o transporte de peixes até o abatedouro em condições adequadas.
Visando assim, dar condições aqueles produtores que já estão na piscicultura, para trabalhar de forma legalizada, com conhecimento para aumentar sua capacidade de produção e também estarem regularizados para comercialização dos peixes, a APL da piscicultura foi dividida por território: Costa Leste, Campo Grande, Dourados e Costa do Rio Paraná.
Com a estrutura de veículos também foram atendidos os seguintes municípios:
Laguna Caarapã, um veiculo utilitário pick-up 0 km, potência 85 a 105 CV, ar condicionado, direção hidráulica, alarme, trava elétrica, tapetes, protetor de caçamba, capota marítima, carga útil 700 a 760 Kg.
Campo Grande, um veiculo utilitário pick-up 0 km, potência 85 a 105 CV, ar condicionado, direção hidráulica, alarme, trava elétrica, tapetes, protetor de caçamba, capota marítima, carga útil 700 a 760 Kg.
Mundo Novo, um veiculo utilitário pick-up 0 km, potência 85 a 105 CV, ar condicionado, direção hidráulica, alarme, trava elétrica, tapetes, protetor de caçamba, capota marítima, carga útil 700 a 760 Kg.
Como avanços importantes já conquistados exemplifica-se uma relativa organização da cadeia produtiva da piscicultura, com produtores agrupados ou se agrupando em cooperativas e associações, instalação de indústrias de abate e processamento, instalação de fábrica de rações, domínio nas técnicas de alevinagem, experiência adquirida em manejo produtivo e nutricional das espécies nativas e um razoável envolvimento de instituições públicas e privadas nas práticas de ciência e tecnologia. Há também uma busca incessante da sustentabilidade desta cadeia produtiva, adequando os empreendimentos às responsabilidades sociais, econômicas e ambientais. Diante das diversas riquezas que o meio ambiente dispõe, e das várias possibilidades disponibilizada aos produtores vêm à preocupação com a degradação, os impactos causados e a preservação das espécies em questão. São entraves que devem ser colocados em pauta para não perder a oportunidade que a aquicultura traz e ter um crescimento continuo.
Campo Grande, 07 de Maio de 2015.
Cesar Moura de Assis
Coordenador da Câmara Setorial de Pesca e Aquicultura de Mato Grosso do Sul
Obs: Cesar Moura também ocupou o cargo de Supeintendente Estadual de Pesca e Aquicultura do MS, no periodo de Abril 2014 á Fevererio 2015
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