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Classificação ASA dos pacientes anestésico- cirúrgicos

Classificação ASA dos pacientes anestésico – cirúrgicos do Hospital veterinário da UNIGRAN

    IVAN VERÍSSIMO NEVES JUNIOR

Trabalho de TCC do Curso de Medicina Veterinária da Faculdade de ciências biológica da UNIGRAN

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Orientador: Ms. Dheywid Mattos Silva.

1 INTRODUÇÃO……………………………………………………………………………………………………… 6

2 REVISÃO DE LITERATURA…………………………………………………………………………………7

2.1 Sociedade Americana de Anestesiologia (ASA)……………………………………………………….7

2.2 classificação do estado físico…………………………………………………………………………………..7

2.3  Avaliação pré-operatória do paciente cirúrgico………………………………………………………8

2.4 Efeitos relevantes da avaliação pré-anestésica asa…………………………………………………10

1           INTRODUÇÃO

A finalidade da avaliação pré-operatória é amortizar o risco do paciente e a morbidade da cirurgia, além de atenuar os seus custos. A avaliação pré-anestésica é essencial em todos os pacientes. A equipe envolvida no procedimento cirúrgico, na intenção de proporcionar o melhor cuidado, deve avaliar de forma apropriada o grau ASA que possui o paciente a se submeter à cirurgia. Necessita avaliar, além disso, a capacidade funcional do paciente e as comorbidades e se são passíveis de compensação no período pré-operatório. O sucesso terapêutico estar sujeito, em sua essência, da conexão entre anestesista, cirurgião e o clinico (SAKLAD, 1941).

A American Society of Anesthesiologists (ASA), reconhecendo a importância do prognóstico do risco de complicações nos pacientes cirúrgicos, criou uma força-tarefa para classificar os pacientes de acordo com a sua gravidade. A classificação de estado físico ASA (quadro 1) é muito útil em várias situações e amplamente utilizada.

O presente trabalho tem como intuito levantar dados que possa favorecer a melhoria dos procedimentos anestésicos cirúrgicos realizados no hospital veterinário da unigran, e fornecer dados para posteriores trabalhos acadêmicos relacionados a classificação ASA do hospital veterinário da Unigran.

2           REVISÃO DE LITERATURA

2.1         Sociedade Americana de Anestesiologia (ASA)

Em 1941, a sociedade americana de anestesistas (ASA) solicitou uma equipe de três médicos: Meyer Saklad, EmeryRovenstine e Ivan Taylor para planejar, averiguar, experimentar e idealizar um sistema para a coleta e tabulação de dados estatísticos em anestesia para permitir que anestesistas estabeleçam o estado de saúde geral do paciente antes da cirurgia e, assim, permitir a evolução dos pacientes para ser estratificada por uma avaliação geral da gravidade da doença (SAKLAD, 1941).

Não obstante a sua missão era a de estabelecer preditores de risco operatório, eles rapidamente descartaram essa atividade como impossível de se fazer. ASA propôs a classificação do estado físico de pacientes pré-operatórios para avaliação do risco anestésico, em 1963 (DRIPPS, 1963).

Asa é um sistema de classificação de pacientes cirúrgicos doentes ou não onde é feito uma avaliação do paciente para verificar seu estado físico e classifica-lo em um dos cinco possíveis grupos pré-estabelecido (DRIPPS, 1963).

 2.2         Classificação do estado físico

            A proposta de classificar a condição pré-operatória para correlação com taxas previstas de mortalidade pós-operatória foi estabelecida em 1963 pela sociedade americana de anestesiologia (ASA) de acordo com ela, a classificação dos pacientes é baseada na gravidade da doença sistêmica e se relaciona com as taxas de mortalidade dos pacientes cirúrgicos (AMERICAN SOCIETY OF ANESTHESIOLOGY, 1963).

            A abordagem deve incluir: a revisão do prontuário, entrevista, exame físico, exames de laboratório, anestesias prévias, medicações em uso e/ou consultas com especialistas. (SOLCA, 2006). Testes adicionais devem ser solicitados considerando-se; o custo-benefício, possíveis danos causados por testes invasivos e armadilhas devido a resultados falsos negativos ou falsos positivos. Como norma a quantidade de testes adicionais deve ser guiada por idade, estado físico, comorbidades e porte do procedimento e, assim, decidir se um paciente deve ou não ser operado e se opera em qual grau ele se encontra(SOLCA, 2006).

2.3         Avaliação pré-operatória do paciente cirúrgico

Segundo Burzaco e Martinez (2001) para se determinar o risco anestésico deve-se ter em nota todas as características do caso, como estado pré-operatório do animal, procedimento cirúrgico, prática do anestesista e cirurgião, qualidade do equipamento anestésico, disponibilidade de monitorização e qualidade dos cuidados intensivos pós-operatórios.

A finalidade da avaliação pré-operatória é averiguar o estado clínico do paciente acendendo indicações sobre a avaliação, manuseio e riscos de problemas em todo o andamento pré-operatório e determinar o risco cirúrgico que o paciente, o anestesista, o assistente e o cirurgião podem usar para tomar decisões que favoreçam o animal (SILVA et al,1990). Deve se definir os exames mais adequados e táticas de terapêutica para otimizar o cuidado do paciente, impedindo se exames desnecessários e permitindo o acompanhamento a curto e longo prazo.

Sabe se que uma avaliação clínica apurada não pode ser trocada por exames complementares, no entanto como o próprio nome já explana, os exames laboratoriais complementam a anamnese e o exame físico, ou seja, auxiliam a clínica para entendimento das funções orgânicas dos pacientes (DUNCAN, et al, 1994).

A tendência contemporânea é o requerimento de exames pré-operatórios de acordo com os dados indicativos achados no histórico clínico ou no exame físico; necessidade dos cirurgiões ou clínicos que acompanham o paciente e monitorização de exames que possam sofrer adulterações durante o procedimento ou em procedimentos associados (SILVA et al, 1990).

A prática de exames pré-operatórios tem o desígnio de identificar ou diagnosticar doenças e disfunções que possam afetar os cuidados do período perioperatório; estimar o comprometimento funcional ocasionado por doenças já diagnosticadas e em tratamento e ainda, assessorar na formulação de planos peculiares ou alternativos para o cuidado anestésico (SILVA et al, 1990).

Embora qualquer classificação seja uma atribuição subjetiva baseada na situação e experiência pessoal, pode-se classificar o animal seguindo os critérios da ASA, em cinco possíveis grupos de risco, como mostra o quadro abaixo (PADDLEFORD, 1999).

 

Quadro 1 – Classificação ASA do risco anestésico

Fonte: Adaptado de Paddleford, 1999. 

Ainda em relação ao risco cirúrgico, os pacientes são classificados segundo a ASA (Americam Society of Anesthesiologists) em: categoria de risco ASA I – animais aparentemente hígidos procedimentos eletivos como ovariohisterectomia (OSH), caudectomia ou conchectomia eletivas, ASA II – doença sistêmica leve neonatos idosos obesos gestantes cardiopatas compensados, ASA III – doença sistêmica moderada anemia, anorexia, desidratação moderada hipovolemia, caquexia, hérnia diafragmática, ASA IV – Doença sistêmica grave, choque uremia, anemia grave, hipovolemia, doenças descompensadas, hérnia diafragmática, ASA V – moribundos, choque, falência múltipla de órgãos morte em 24 horas, com ou sem cirurgia (ASAHQ 2013) “Quadro 2”.

 

Quadro 2 – Graduação do estado físico em paciente cirúrgico

Estado Físico                 Condição Do Animal                                Exemplos

 

 

I

 

 

Aparentemente hígido

Procedimentos eletivos como ovariossalpingo Histerectomia, quiectomia, conchectomia.

 

 

 

II

 

 

Doença sistêmica leve

Neonatos e geriátricos (< 8 semanas ou > 10 anos) gestantes, obesos, cardiopatas compensados, infecções localizadas.

 

 

III

 

 

Doença Sistêmica Moderada

Desidratação moderada e hipovolemia, anorexia, caquexia, anemia, traumas complicados, hérnia diafragmática, neumotórax.

 

 

IV

 

 

Doença Sistêmica Grave

Choque, uremia, Toxemia, desidratação.

Grave síndrome torção dilatação gástrica, doenças cardíacas e renais descompensadas.

 

V

Moribundo; não se espera que o Paciente Viva Mais que 24 h, Com Ou Sem cirurgia

Choque Endotoxico Falência Múltipla De Órgãos, Traumatismo Grave.

Fonte: Adaptado de CRUZ, M; L;, 2002.

2.4         Efeitos relevantes da avaliação pré-anestésica ASA

Entretanto, apesar da classificação ASA servir de parâmetro para previsão do risco, este sistema é limitado devido à dificuldade de se categorizar o paciente (DYSON, 1998). Além disso, o mesmo autor interpreta que o preparo pré-operatório também pode diminuir a categoria de risco do paciente. É válido evocar que todos os pacientes submetidos à anestesia podem apresentar eventual irregularidades mesmo que sejam classificados como ASA I e II (FUTEMA, 2002). Carareto et al. (2005) não encontraram uma correlação entre o índice de mortalidade e a classificação da ASA dos animais.

Bisinotto e Col. ressalva que um dos efeitos mais relevantes da avaliação pré-anestésica eletiva foi à redução do número de procedimentos cirúrgicos cancelados, além da diminuição da solicitação de exames pré-operatórios.

Desse modo, pode-se coligir que a consulta pré-anestésica compõe ferramenta relevante para o desempenho de uma prática de cuidado humanizado e afável por parte do anestesiologista, de tal modo como para a redução da morbimortalidade sobrevindas de procedimentos cirúrgicos.

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