Categories: Artigos Científicos

Correção de avies em modelos climáticos

Pesquisadores analisam o problema da correção de viés em modelos climáticos.

 

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A pesquisadora Aline Maia da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) apresentou os aspectos relacionadas à correção de viés de projeções de modelos climáticos no evento conjunto 58ª Reunião Anual da Região Brasileira da Sociedade Internacional de Biometria/15º Simpósio de Estatística Aplicada à Experimentação Agronômica em Campina Grande, Paraíba em julho de 2013. O tema do evento foi Modelagem estatística em áreas multidisciplinares: impactos causados pelas mudanças climáticas na Região Nordeste.

 

Conforme a pesquisadora, “no mundo inteiro, há uma crescente demanda por estudos de impacto que utilizam projeções de variáveis climáticas (chuva, temperatura, velocidade de vento) considerando diferentes cenários de emissão de gases de efeito estufa. Os modelos climáticos globais e regionalizados que geram essas projeções, apesar dos contínuos aperfeiçoamentos das últimas décadas, ainda apresentam discrepâncias na representação presente do clima, especialmente para a variável precipitação pluviométrica, uma das mais importantes em estudos de impactos de mudanças climáticas”.

 

“As divergências sistemáticas entre projeções retrospectivas dos modelos e séries de dados observados de variáveis climáticas são denominadas vieses. Os vieses podem ser mensurados de várias formas, desde uma simples diferença entre médias anuais até métricas mais complexas como distâncias entre distribuições de probabilidade simuladas e observadas das variáveis de interesse”.

 

Assim, a correção de viés é uma etapa relevante do pré-processamento de dados para uso em estudos de impacto. No entanto, existem ainda importantes problemas metodológicos a serem elucidados, já que na maioria dos métodos atualmente propostos para correção de viés, o processo é feito isoladamente para cada variável sem considerar a correlação entre elas. Dessa forma, há um questionamento sobre o processo de correção, principalmente porque os métodos não preservam a relação entre chuva e temperatura, uma das principais vantagens dos modelos utilizados.

 

Esse tema será objeto de estudo do Projeto Agrohidro, um projeto da Embrapa de abrangência Nacional, liderado pelo pesquisador Lineu Rodrigues, da Embrapa Cerrados (Planaltina, DF), que estudará impactos de mudanças climáticas sobre recursos hídricos no Brasil.

 

Fonte: Embrapa Meio Ambiente.

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