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Alerta da campanha do vazio sanitário

PA: Adepará alerta que a campanha do “Vazio da Soja” estende-se até o fim de novembro.

 

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A campanha do “Vazio da Soja” tem como objetivo controlar a proliferação de doença que pode diminuir produção em até 70%.

 

Os produtores de soja das microrregiões de Santarém; Itaituba, que inclui os municípios de Rurópolis e Trairão; e Altamira, com exceção do distrito de Castelo dos Sonhos; além de Paragominas, zona Bragantina e Guamá, situado no nordeste paraense, devem ficar atentos à segunda etapa do período chamado de “vazio sanitário de soja”, que se iniciou em 1º de outubro e se estenderá até 30 de novembro.

 

Nesse período, os produtores rurais estão proibidos de cultivar o grão. Todas as microrregiões precisam passar pelo período do “vazio da soja”. Este ano, já esteve proibido o cultivo, assim como manter viva a plantação em beiras de estrada nos períodos de 15 de julho a 15 de setembro nos municípios de Conceição do Araguaia, Redenção, Marabá e Itaituba.

 

A determinação tem como objetivo controlar a disseminação da doença ferrugem asiática da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, que é capaz de causar prejuízo de até 70% de perda na produção. A fim de minimizar a possibilidade de proliferação do problema para a próxima safra, implantou-se o vazio da soja. Dessa forma, sem a planta em campo, o fungo não tem como se proliferar.

 

Como existem as diferenças climáticas entre as regiões do Estado, ficou estabelecido, por meio do Programa Estadual Fitossanitário da Cultura da Soja, duas etapas de vazio sanitário: a primeira no período de julho a setembro e a segunda de outubro a novembro.

 

O cumprimento do vazio da soja é uma obrigatoriedade, caso o produtor não cumpra a portaria da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) 8.211, de 2011, ele poderá ser multado em até R$ 20 mil. Atualmente, o Pará possui 337 propriedades que plantam soja cadastradas em 16 municípios do Estado. Destas, a totalidade foi inspecionada, 219 fiscalizadas, 103 supervisionadas, 16 advertidas e sete multadas. Também é obrigatório o cadastro anual do trabalhador junto à unidade da Adepará. Em caso de não cadastramento, o prejuízo pode variar entre R$ 163,00 a R$ 1.623,00, dependendo da área.

 

O cadastro do produtor é fundamental para que a agência tenha o controle das atividades de origem vegetal e animal. “Alguns produtores ainda temem fazer o cadastro, mas é importante para fortalecer o trabalho de defesa. A cada ano aumenta o número de produtores no Estado e também as áreas de plantio de soja”, disse a coordenadora do Programa Estadual Fitossanitário da Cultura da Soja da Adepará, Alice Thomas. Entretanto, a maioria segue o que determina o vazio sanitário e, em cinco anos, ocorreram apenas 8 multas.

 

Para o diretor geral da Adepará, Mário Moreira, é importante a agência trabalhar o controle e manejo das pragas e das doenças, pois quebram o ciclo de ataque desses problemas em cada vegetal. “Existe todo um trabalho técnico e de orientação através de cursos realizados pelos servidores da Adepará”, informou o diretor.

 

Vazio Sanitário O vazio sanitário é uma estratégia adicional no manejo da ferrugem asiática da soja, que objetiva reduzir a presença do fungo para a safra seguinte. É uma medida fitossanitária recomendada por uma pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que orienta a eliminação do hospedeiro – a soja – para se reduzir o fungo causador da doença, que provoca queda das folhas e prejudica a formação dos grãos, o que reduz drasticamente a produtividade das lavouras.

 

Os primeiros sintomas aparecem na forma de pequenas pontuações angulares, de coloração cinza-esverdeada, na face superior das folhas, as quais podem ser observadas contra o sol. Na face inferior, observam-se pequenas pontuações salientes, de coloração castanho claro variando a castanho escuro. A identificação é facilitada pelo uso da lupa de bolso (aumento de 20X).

 

Fonte: Agência Pará Cristina Hayne – Adepara.

Equipe Agron

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