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Produtores de flores buscam expansão do mercado

Estado oferece condições climáticas essenciais para a produção de diferentes espécies de flores, que não precisam de estufa ou telhado para se desenvolver.

 

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O Pará oferece condições essenciais para a produção de flores tropicais e, agora, começa a expandir a venda para outras regiões. Natalino Corrêa é engenheiro agrônomo e geneticista de flores. Há 20 anos resolveu dedicar-se a esse mercado. Hoje, ele produz cerca de 10 mil hastes florais por mês e comercializa cerca de 12 espécies, com a perspectiva de aumentar ainda mais as opções, já que vê o mercado com otimismo.

 

– Com certeza [o mercado] tem crescido, porque, antigamente, havia uma dependência muito grande do mercado do Sul e do Sudeste. Hoje em dia, com a produção de plantas tropicais, a dependência diminui cada vez mais – enfatiza.

 

O Estado apresenta elevada umidade, boa distribuição de chuva e muita incidência de luz solar, já que fica próximo à Linha do Equador. A oscilação de temperaturas também não é muito grande e varia, normalmente, de 26ºC a 34ºC. Todo ambiente favorece, principalmente, as espécies tropicais, como a Alpínia purpurata.

 

– Nós não precisamos de ambiente protegido, como é no caso do Sudeste. Então, sai mais barato produzir aqui do que lá, porque nós não precisamos de estufa, nem de telhado, produzimos ao ar livre – destacou Corrêa.

 

O Estado também traz condições para espécies mais delicadas. José Torres Pinheiros é o maior produtor de orquídeas do Pará e fornece para todo o país. A cada mês, ele envia mais de oito mil hastes florais para as regiões Nordeste, Sul e Sudeste.

 

O Pará tem cerca de 200 produtores organizados de flores. A cultura foi regulamentada há pouco mais de 17 anos no Estado. O número ainda é pequeno para o potencial do mercado.

 

– Normalmente, o mercado de flores, pela delicadeza, pela fragilidade de transporte, tende a se localizar perto de centros consumidores. Então, hoje, basicamente, nossa produção atende ao público local. O grande desafio que se coloca para nós, que já temos uma organização de produtores e o fortalecimento da cadeia, é criar novos polos produtores e expandir a produção para conquistar novos mercados – esclarece a secretária adjunta de Agricultura do Pará, Eliane Zacca.

 

Fonte: Rural BR.

Equipe Agron

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